sábado, 29 de dezembro de 2007

A Abelha e a Flor

(Gibran Khalil)
Ide pois aos vossos campos e pomares,
e lá aprendereis que o prazer da abelha
é de sugar o mel da flor,
mas que o prazer da flor é de entregar o mel à abelha.
Pois, para a abelha,
uma flor é uma fonte de vida.
E para a flor
uma abelha é mensageira do amor.
E para ambas, a abelha e a flor,
dar e receber o prazer
é uma necessidade e um êxtase.


Pode haver momento mais sm, D/s que a relação da abelha com a flor???!!! Um entrega, o outro recebe e ambos se deleitam em prazer

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

CONTO - PARTE III

CONTINUAÇÃO


A Descoberta de uma Submissa




Mesmo porque não íamos ficar assim o resto da noite. Passaram-se alguns longos minutos, e nós (eu) ali naquele calor. Despertei-me do meu torpor por um gesto quase brusco do meu senhor, que levantou o braço para verificar a hora no relógio.

- Desça, cadela!

- Sim, Sr!

- Vai começar o seu treinamento. Não estamos aqui para namorar! Por isso preste bem atenção nas instruções que irei te passar. Gosto de cadela atenta e hábil. Eu terei que viajar, e você poderá ficar aqui, nesse apartamento ou retornar para sua casa. Você que escolhe. Dar-te-ei essa chance. Eu só retornarei dentro de 5 dias. Surgiu um imprevisto e eu preciso ir para o sul do Estado participar de uma reunião governamental. Está entendendo?
- Sim...

- Sim, não! Sim, Sr!

- Sim, Sr...

- Pois bem, se voltares para casa, quando retornar, eu quero encontrá-la aqui, neste apartamento. Nesse ínterim, deve observar as seguintes instruções: enviar 3 torpedos diariamente – quando sair para o trabalho, ao ir pra faculdade e ao retornar para casa e ainda sobre outro percurso que tenha feito. Não ter coito sexual com nenhum homem no período de 4 dias antes de um encontro comigo; ao me encontrar, não se alimentar com alimentos sólidos por 3 dias antes, apenas com suco ou água; não usar perfume, nem jóias. Tome banho normal, com sabonete. Use apenas uma discreta maquiagem, saia e blusa. Nada de calça ou sortes. Pelinhos aparados e farei uma lista de material que você deverá providenciar numa farmácia.

Que diachos! É mais difícil ser “cadela” que mulher! – pensei com meus botões...

- Quando estiver comigo, quero que fique sempre de joelhos e olhar abaixado. E Nunca, NUNCA olhe em meu rosto sem minha permissão.

Arregalei os olhos e levantei a cabeça olhando-o. Caraca, nem lembrei.

- Perdoe-me, Sr, desculpe-me, foi sem querer.

- Calma, minha menina, não estamos em sessão. Você tem permissão para me olhar agora. As restrições são para quando estivermos em sessão.

Mas eu nem ousava, mesmo “podendo”...

- Agora vamos...

Saiu na frente e eu atrás, claro, feito cadelinha abanando o rabo, seguindo ao dono, rapidamente... Ao chegar na porta do táxi ele pára e me olhar duramente.

- Não esqueceu nada, cadela?!

Busquei em minha mente o que eu poderia ter esquecido e num vi nada... Ele propositalmente tinha deixado um envelope volumoso no criado mudo, apenas para avaliar minha percepção. Até que eu vi, mas num sabia se ele para ficar ali ou não...

- Cadela desatenta!

Voltamos até o apartamento e ao entrar... plaft! Uma bofetada, afogueando meu rosto.

- Isso foi pela sua desatenção. Esse material eu tenho que levar. É importante. Quando eu retornar a gente conversará sobre essa falha.

Mordi os lábios e suspirei lá dentro. Tô fudida! digo... Tô ferrada!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

CONTO - PARTE II

CONTINUAÇÃO


A Descoberta de Uma Submissa


- Cadela, tem muito o que aprender para se tornar uma sub. E eu vou tornar você na sub mais perfeita que possa existir. A melhor para mim.

Enquanto me olhava, passava suas mãos em seu membro rijo, grande, volumoso
- Abra a mão, quero que sinta em suas mãos o meu sabor... Mas não toque nele. Deixe-me eu mesmo te guiar...


Obedientemente abriu as mãos e sentir descendo seu gozo. Eu já não me detia em mim o meu próprio desejo, pela emoção do primeiro encontro. Aquele sim, era um dono que toda sub deveria possuir. Um Mestre real, um homem inteligente que se preocupava com a sua parceira de desejos e sonhos... E eu me entreguei aos seus cuidados. Ao seu desejo. Quando percebi estava vendada com um lenço de seda preta, de 4 numa cama alta e ele ao meu lado numa cadeira, totalmente nu.
Ansiedade, tesão, um misto de “venha logo, estou pronta!” e tudo o que esperava receber desse encontro. Senti o calor de são mão em minha anca. Plaft... plaft... foram algumas palmadas que me fizeram gozar...

- Que é isso cadelinha?

Vergonha de estar assim toda molhadinha para ele. Mas ao mesmo tempo eu estava feliz. Estava servindo ao meu DONO – o Dono de mim.

Divagava em meus devaneios e delírios, quando sentir uma mão tentando invadir minha intimidade. 1 dedo, 2 dedos, 3 dedos... Retraí-me , tentei fechar as pernas e recebi mais uma palmada...

- Por favor, pare! Não! (E nada dele parar, pois essa não era a safe – e eu lá me lembrava qual era a tal safe) Pare! Ta doendo demais... Por favor... (meus olhos começaram a lacrimejar e ele empurrando... até que lívida de dor clamei: “misericórdia!” Aí ele parou, pois num é que era justamente essa a tal safe esquecida?!
Um silêncio se fez...


- Meu Sr?...
- Levante-se, vou levá-la de volta!
Não! Eu não podia falhar. Eu não podia decepcioná-lo. Era esse o homem que escolhi para minha entrega.

- Por favor, desculpe-me. Por favor, continue de onde parou... – falei fracamente
Ele prontamente atendeu ‘meu débil clamor’. Pude pressentir um riso em seus lábios lindos. E forçou mais um pouco a entrada e viu que estava muito difícil. Eu comecei a sangrar um pouco. Tinha tudo bem apertadinho... Era minha primeira vez. Sabe como é essas coisas de sub virgem né?...


- Pode tirar a venda e vá até ao banho e faça uma ducha. Vá de joelhos, cadelinha!


Eu fui, escorregando em meu gozo e em meu sangue, parecendo um animal desengonçado, cheguei no box e fiz uma higienização da bucetinha que melada estava - gozo e sangue.

Voltei da mesma forma que fui de joelhos, escorregando para riso total dele. Ele estava sentado na cama com um cigarro nos lábios. Olhando para mim. Convidou-me a permanecer de joelhos ao seu lado, até terminar o cigarro. Minhas mãos servindo de cinzeiro. Deu-me um beijo na boca e pegou em meu queixo e disse:
- Pode olhar em meus olhos, eu permito. Quero gravar seu rosto inocente, quase infantil em minha mente, minha criança. Você tem um grande potencial para ser uma boa sub. É teimosa, de certo. Mas você é uma mulher feminina, tem desejos sm e resistência mental. Tem defeitos. Mas nada que um bom adrestramento não possa resolver. E eu vou te transformar na sub perfeita!

Levantou-me. Fez-me deitar ao seu lado. Aconchegou-me em seus braços e ficamos ali como se fóssemos amantes amados e não Senhor e submissa. Nunca me sentir tão pequena, precisando de proteção assim como, nunca me sentir tão importante. Estava nos braços do meu senhor! Meu anjo protetor. Imaginem!.... Esperava estar aos seus pés e ele me colocava em seus braços... Não podia desejar mais... Até mesmo porque...


CONTINUA ...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

CARTA DE ENTREGA



 
"Querido Senhor,

Eu tenho de certa forma relutado, e pensado sobre tudo o que desejo nesse mundo meio louco sm. O Sr ainda é um mistério para mim. Sei muito pouco de seus desejos. De suas vontades. É um desconhecido que desejo conhecer... Mas mesmo assim eu estou indo ao seu encontro... entrando de olhos vendados e mãos atadas, guiada apenas pelo Seu querer... Totalmente entregue e protegida por tuas mãos...

Não sei quantas pertencem ao seu canil, mas isso não me afeta, nem me preocupa, porque eu não quero suas cadelas, quero apenas ao Sr. Provavelmente que tenha, sim, várias ‘cadelinhas’, pois um homem como o Sr não estaria indisponível...

A partir de agora estou aceitando seu querer. Estou entregando minha vontade aos poucos, abrindo mão de prazeres meus para torná-los prazeres teus... E espero que aqui seja o inicio de uma relação verdadeira, recíproca e eterna... se for possível. Caso não seja possível, como serva, rogo que nossa relação não seja abalada. Pois acima do desejo sm, há em mim o amor humano e quero nutri-lo pelo Sr, como homem e não apenas como Meu Dono e Sr. Por que o Sr desperta em mim meus desejos primitivos, de uma fêmea para com um macho.

Posso ser seu objeto, mas um objeto com sentimentos reais, com desejos que querem ser realizados...

Então, aqui estou entregando-me a ti... como uma flor, que será cuidada por um jardineiro... como uma rosa que precisa ser podada dos seus espinhos silvestres... e tornar-se a mais dela do jordim. Coloco meus sonhos aos teus pés... pise de leve, pois é neles que estarás pisando... Demais 'acessórios', entregarei quando da minha entrega oficial.

Que Deus nos abençoe e boa sorte a nós dois.

lambidas e xamegos
sua cadelinha"


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

CONTO - INICIO


A DESCOBERTA DE UMA SUBMISSA


Foram vários meses para obter um pouco de conhecimento bdsm, através de leituras, acessos a sites, visitas salas, etc. Quando finalmente ele apareceu. Através de uma sala de bate papo de Internet. Foram alguns outros meses de conversa virtual e estabeleceu aquela confiança necessária entre dom e sub. Marcamos o encontro. Debaixo de muita expectativa. Finalmente iria conhecer “meu senhor”... Eu me sentia estranha e ao mesmo tempo ansiosa. Caramba, eu estou chamando de “meu senhor” um homem que sequer conheci ainda. Mas era assim que eu o via – Dono de mim. Ele decidiu me receber em seu recanto. Já estava tudo pronto para mim.

E lá fui eu para o aeroporto. Peguei minha bagagem, pouca coisa, pois ele disse que eu não iria precisar de nada e fui ao seu encontro. Desci do avião meio apreensiva e totalmente com a buceta encharcada. Medo e desejo. E o vi na sala de desembarque, já sabia que era ele pelas fotos e pela forma safada dele me olhar. Quase me desnudando. Deu-me uma vontade de voltar para a segurança da minha casa. Mas respirei fundo e fui ao seu encontro, cabisbaixa.

- Bom dia, sr!

- Boa tarde.
(Vixi perdi a noção da hora - realmente era de tarde - 16.23h)
Pediu minha bolsa, o que imediatamente recusei em dar, pois a serva era eu. Fixou-se em meus olhos e me sentir totalmente “bondageada” por ele.

- Vamos putinha! – disse ele

Pegamos um táxi ele colocou a mão em minha perna e levantou um pouco minha saia pequena... e ficou massageando minhas coxas. Afastou um pouco minha perna e com uma das mãos atrevida alcançou minha calcinha que já estava totalmente molhada... afastando para um ladinho; seus dedos foram avançando, afastando-a para o ladinho e senti-o me invadir com 1, 2 dedos. Escancarei mais as pernas e deixei-o lá. Mas já sabendo sou dele! Eu quero ele! Nem percebi quando chegamos co destino. – Já chegamos?!
- Desça! – ordenou

(Nossa! Esse dom é muito gentil. Estava totalmente embriagada pelo tratamento dele.) – Iludi-me...

Entramos em seu apartamento. Era em um hotel de muita classe, bem caro. Quando a porta fechou atrás de mim pensei: o que estou fazendo aqui com esse homem...? Nem terminei de pensar quando recebi a bofetada. Splaft! E mais outr
a. Splaft! Uma em cada lado do rosto. Levantei a cabeça e o olhei, em troca, recebi um olhar cortante:

- Quem lhe deu permissão para olhar para mim?!!!

- Desculpe-me, sr... – plaft!

Jogou minha bolsa sobre uma mesa sentou-se na cama e ordenou que tirasse seus sapatos e cinto. O que fiz prontamente, ainda trêmula.

- Agora tire a roupa que vou te examinar.
Arregalei novamente os olhos e tirei a saia e depois a blusa. Toda desajeitada, sem nenhum toque de sedução. E parei.

- Tire a roupa! Não ouviu? Tudo!
Tirei a calcinha e o corselet.
- Tire as sandálias também (de tirinhas até o joelho e alta) e deite-se de bruços vou examinar você.
Nossa! Quanta humilhção!
- Vira para o outro lado cadela! Agora vou examinar a parte de trás.
- Levante vá à porta e volte até a mim de 4.
Obedeci.
- Páre!
Ainda de 4 senti a primeira cintada na bunda.
- Comece a contar cada cintada que você receber.
A primeira suave, quase um carinho... mas a partir da segunda...5... 10...
- Ah, esqueci cadelinha, tem que agradecer a cada cintada. Vamos começar de novo.
- Não, por favor! Eu nunca apanhei assim...
- Vamos começar de novo. Conte bem alto!
- 1... 5...10...20 - o som da voz quase não saindo mais... a bunda toda marcada e alguns pontinhos a ponto de sangrar. Comecei a ficar extremamente excitada, comecei a escorrer pela perna, e para disfarçar esfreguei rapidamente uma na outra.
Ele lá me observando... Eu o sentia, mesmo sem olhá-lo. Acendeu um cigarro. Dois. Mandou-me levantar de olhos baixos e marcou na minha coxa, na virilha. – aiiii! (tenho pavor de fogo, de velas, essas coisas de 360º - odiei).
- De joelhos!
E lá ficou olhando meu rosto (eu de olhar baixo, trêmula). Senti sua mão passear nele. Levantou-se. Tirou toda sua roupa e ficou completamente nu. (Oh, vontade doida de olhar pra ele!) Senti sua respiração próxima à minha nuca. Ficou em pé em minha frente e disse:...

(CONTINUA)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Desejo...

( Fátima Irene Pinto)
 
Meu corpo pede teu corpo
E pede com tanta avidez
Que só de pensar-me em teus braços
Estremeço, vibro, enlouqueço de vez...
Meu corpo pede teu corpo
E no simples toque de nossas mãos
Sinto arrepios, solto faíscas
Na exata medida da minha atração...
Meu corpo pede teu corpo
Meus lábios se abrem para os beijos teus
São toques, mordidas, suaves, vorazes
Teus lábios que sugam e devoram os meus...
Meu corpo pede teu corpo
Me aninho por inteiro no teu peito
Me enrosco, me encosto, me aperto, me achego
Te quero, te puxo, te sinto, te estreito...
Meu corpo pede teu corpo
São agora carícias atrevidas, sem pudor
São mãos que exploram ensandecidas
Nossos corpos que se entregam por amor...
Meu corpo pede teu corpo
Olhos nos olhos, fixos, perplexos, comovidos
Reluzem, brilham, explodem, espelham
Expressam toda a fúria dos desejos reprimidos...
Meu corpo pede teu corpo
E então estamos na mesma louca sintonia
Pulsando, vibrando, gritando de prazer
Em movimentos cósmicos, na mais completa alegria...
Estou assim dentro de ti, estou em ti
Num leito imaginário, em algum ponto do infinito
E tão grande, tão intenso nosso amor
Que o universo conspira silencioso ante nossos gritos ...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

CONVERSANDO

(Dom A)



"Eu quero a sub com seus valores, os mesmos que me fizeram gostar dela... sua vida privada é repleta desses valores; valores íntimos e pessoais, pulverizado de passado e história, história essa que é a soma de sua vida... eu apenas quero a pessoa... não uma alienada, submissa no sentido literal... isso não... quero uma mulher, uma PUTA MULHER... que não me deixe inseguro, perplexo, vendido... "