quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DUPLA PENETRAÇÃO


FEMME FATALE

 
O inquestionável poder da mulher fatal
Regina Navarro Lins


Ela é dominadora e habilmente induz o homem a fazer o que deseja

Cleópatra seduziu Júlio Cesar e Marco Antônio, os dois homens mais poderosos de sua época. O poder que teve sobre Marco Antônio foi tanto que, quando Roma toda ficou contra ele, o suicídio foi a única saída. Na História encontramos muitos exemplos de mulheres fatais. A primeira e a mais competente de que se tem notícia parece ter sido mesmo Eva. Ao tentar Adão, teria provocado a desgraça, não só para ele, mas para todos nós.

No início do século 20, algumas cortesãs se misturavam com a alta sociedade e era chique um jovem ser arruinado por uma delas. Quanto mais dilapidavam uma fortuna, mais eram valorizadas. O rei Eduardo VIII, da Inglaterra, foi vítima dessa perigosa atração ao desistir do trono, em 1936, para se casar com uma divorciada americana. E há quem atribua à atração que Yoko Ono exerceu sobre John Lennon, na década de 70, o lamentável fim dos Beatles. Essas histórias são antigas, mas até hoje mulheres fatais parecem continuar por aí.

Eneida, uma mulher de 65 anos, me procurou no consultório por se sentir abalada com o novo relacionamento amoroso de seu filho, Walter. Ele, um médico de 40 anos, segundo ela, sempre foi muito sensato. Há dois anos, porém, sua mulher quis a separação e Walter sofreu muito com isso. Saiu de casa deixando o apartamento para a ex-mulher e as filhas e, não tendo alternativa, foi morar com a mãe.



“Agora, depois de tantos anos, tenho acompanhado mais de perto a vida cotidiana do meu filho. Estou horrorizada. Há alguns meses, após todo o drama da separação, Walter arranjou uma namorada. No início, fiquei até contente, afinal, ele estava muito sozinho, com a autoestima bastante abalada. Só que aos poucos fui percebendo que a namorada não passa de uma oportunista. Ela lhe pede presentes caríssimos; até empréstimo em banco descobri que ele pediu para não decepcioná-la numa viagem que ela sugeriu para Fernando de Noronha. Mas o pior de tudo é que ele passou para o nome dela o único bem que lhe restou – um belo sítio em Teresópolis. Ela o domina completamente. Não adianta eu tentar fazê-lo enxergar o que está acontecendo. Walter simplesmente não me ouve. Não reconheço mais o meu filho e não sei como devo agir.”

Quantos homens foram vítimas de femme fatales? Sempre se contaram histórias de homens que perderam tudo, ficaram na miséria tentando satisfazer todos os desejos da mulher amada. Elas exigiam apartamentos, joias, casacos de pele; e eles nem titubeavam, compravam tudo para elas. As mulheres “respeitáveis” observavam de longe e se perguntavam: “O que elas têm que eu não tenho?” E como o sexo devia ser contido para estas, era natural imaginarem que a resposta estava no prazer especial que as outras sabiam proporcionar aos homens. Mas será que o motivo dessa paixão obsessiva pode ser atribuído somente ao sexo? É pouco provável.

A ideia que se tem da mulher fatal é a de uma mulher atraente, tão irresistível que faz o homem abandonar tudo por sua causa e depois, então, acaba com ele, muitas vezes provocando tragédias. Dizem alguns que a femme fatale clássica se torna prostituta de categoria depois de ter sido abandonada por um namorado e dedica o resto da vida a se vingar nos homens que conhece. Mas, afinal, o que faz essas mulheres terem tanta força? Como conseguem dominar homens poderosos e submetê-los aos seus desejos?

Talvez a explicação se encontre na forma como as crianças são educadas na nossa cultura. Desde cedo o homem é ensinado a não precisar da mãe para não ser visto como frágil, “filhinho da mamãe”. Para isso, aprende a considerar a mulher inferior, a desprezá-la. Entretanto, essa atitude não passa de uma defesa por ter sido afastado da mãe quando ainda precisava de seus cuidados e carinho. A mulher, por sua vez, deve ser submissa ao homem, deixar que ele domine a relação e decida as coisas.

A mulher fatal, ao contrário, é forte, dominadora e habilmente induz o homem a fazer o que deseja. Desta forma, não é difícil ele se tornar dependente por encontrar nela a satisfação das necessidades reprimidas desde a infância: ser cuidado e dirigido por uma mulher. Com ela, pode se tornar menino, se sentir protegido. E é claro que sexualmente ela o satisfaz, já que não mede esforços para tê-lo nas mãos. A entrega dele é total. Não há dúvida de que a mulher fatal do século 21 é bem diferente das suas antecessoras, mas o fascínio exercido sobre o homem que a deseja não é em nada menor. Dificilmente ele resiste, é capaz de qualquer loucura por ela.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ENTREGA ENTRE ELAS...







QUE BELA CENA!


SEDUÇÃO





SER SUBMISSA



Estela Maris
Ser submissa não é apenas se ajoelhar e obedecer as ordens!
Ser submissa é sentir o toque na alma….
Do Homem que do seu corpo toma posse sem pedir licença.
Do Homem que entra em sua mente invadindo e mudando seus pensamentos
Fazendo-lhe ver o mundo como Ele quer que você veja.
Ser submissa é sentir o afago do Dono, na dor do chicote.
É saber que o Homem que mais lhe tortura, é também quem mais te protege.
Ser submissa é ser vulnerável diante daquele que lhe possui…
É abrir mão de si, e experimentar os mais intensos sentimentos…
É implorar pela dor que lhe maltrata a pele, mas lhe causa um enorme orgulho…
É poder ter asas e voar para onde quiser, 
mas no fundo desejar que as asas sejam acorrentadas aos pés do Homem que te faz escrava.
Ser submissa não é se obrigar a fazer o indesejável.
É se fazer o que mais quer.

Porque seu querer esta nas vontades de quem a Domina
Porque seu contentamento está na alma do Homem ao qual pertence.
Ser submissa é permitir que o Dono entre no corpo, na mente e na alma.
É adorar, é amar, é louvar, é desejar…
É sentir que o que um dia foi seu já não lhe pertence mais, e ser feliz por isso.

domingo, 28 de agosto de 2011

O OUTRO LADO DA MOEDA



Bela
Eu lhe prometo

cuidar dessa tua entrega

 
condicionalmente incondicional.

 
Fazer-me o recanto de suas dores

 
e o cárcere de tua rebeldia.
Acariciar-te-ei a face, meu menino,

após dar-Me teu corpo para Meu prazer.

 
Construirei em mim, o porto de Tua chegada.
 
Pois vens de outras marcas,

 
vens de outros mares,

 
naufragar em Mim.

 
Saborearei cada lágrima Tua,

 
mas serão lágrimas que moldarão teu rosto

 
pintando-lhe a face da dor,

 
impressionismo preferido Meu.

 
Rasgarei meu antes,

 
meu depois, meu ontem e meu amanhã,

 
apenas para escrever contigo,

 
escravo meu,

 
o hoje que teus olhos afoitos Me anunciam.

 
Saberás a quem pertences,
 
não pela ordem, não pela chibata,

 
mas pela calmaria de uma saudade

 
que fará com que feche os olhos para Me ver

 
e tape teus ouvidos para Me ouvir.

Em Mim pousarás teus cansaços,

 
mas ao Meu chamado,

 
despertarás para o momento da entrega.

 
Momento esperado por Mim,

 
pois, escravo Meu,

 
Para "Eu ser",

 
preciso de ti.

ORGULHO EM SER ESCRAVA - parte 2



 Mestre Jot@SM

Pois, como disse, suas reservas com os seios não eram nenhuma frescurinha ou gosto.

Mesmo assim, estava combinado que ela tentaria superar esta sua limitação, em nome de não deixar de me agradar com minha tortura preferida. E assim foi.

Sentindo-se mais segura e tranquila após um bom tempo de sessão, ela me concedeu seus seios para o suplício.

Não posso negar que saber naquele momento que ela estava se superando em verdadeiros limites para não deixar de me agradar em meu capricho e, sentindo aquele suplício nela ser superior ao de em qualquer outra mulher, delirei.

Os urros, gemidos e gritos de dor e angústia, ansiedade e tensão dela eram alucinantes.

Mesmo assim, antes que o insuportável a fizesse desmaiar ou sair de si, em pouco tempo me dei por satisfeito.

E, mesmo com toda aquela dedicação, ela ainda me pediu desculpas por sua limitação e por me privar do deleite de minha tortura preferida por mais tempo.

Eu compreendi sua limitação e admirei sua coragem e orgulho.

Prosseguimos…

E eu sempre com cuidado em seus seios.
A ponto de, como disse, até na hora de tocá-los carinhosamente com os lábios sentir dela uma certa angústia, esquiva e tormento.

Ao final, passadas longas horas de realização e deleite com aquela sessão deliciosa, minha escrava já nem se excitava mais.

Estava tão satisfeita, exausta e realizada ao ponto de meus carinhos e toques não mais conseguirem extrair dela sequer uma simples lubrificação.

A sessão estava no fim.
Era a exaustão de toda a sua libido!

Mas não do orgulho.
 
E foi assim e nesse momento que ela me pediu que tentasse mais uma vez os clamps.
E assim eu fiz.


Prendi suas mãos às costas e à coluna e recomecei a tortura, que desta vez, mesmo distorcendo o rosto de ansiedade e sofrimento, mesmo se contorcendo de dor e angústia, ela suportou por um tempo e intensidade muito maiores.


Ao final, após o elogio merecido seguido de seu largo sorriso, pude constatar que era naquele momento mais do que dor o que ela sentia.



Seus olhos brilhavam e não eram só das lágrimas que escorriam.
Por isso fui com minha mão até entre suas coxas, constatando estar seu sexo novamente encharcado…


É isso: o orgulho e a dedicação haviam extraído dela o tesão que nem a libido conseguia mais extrair.


E naquele primeiro dia eu atestava o privilégio de ter tido sob meu domínio uma grande “E”scrava.”

Este relato é uma homenagem a ela e às escravas que, antes de mais nada, tem a grandeza do orgulho de ser escrava, se dedicando, se superando e extraindo disso seu maior prazer.

ENTREGO-ME A TI!



sábado, 27 de agosto de 2011

PARA PROVAR QUE TE AMO




Nana Soares 

Eu tentei provar que podia ser forte,
Mas sou apenas uma garota comum.
Não há nada de especial em ser diferente.
Todos somos diferentes então.
Eu te procurei hoje nos meus  sonhos..
Você não veio, ninguém estava lá também.
Fiquei sozinha por horas..
Contando os pingos de chuva que caiam.
Tentei imaginar você chegando...
Ninguém para me acolher, fiquei ali do lado de fora.
Não entendo tamanha distância.
Não consigo somar tantos passos juntos..
Eu te queria aqui agora olhando em meus olhos,
EU beijando teus pés e dizendo que sou tua...
Por que tudo parece tão impossível?
Você tem tantos planos..
Será que estou em algum deles?
Em que álbum estará minha fotografia?
Vejo tuas mãos me conduzindo...
Chego até sentir teu perfume...
Quero que sejas minha primeira imagem do dia.
E você não faz ideia do que se passa aqui dentro de minha cabeça.
Dias ensolarados, areia fina...  arco íris...
Teu andar...volúpias e sorriso fugidios..
Sombras e contornos coloridos,
Sim, de todas as suas cores.
É você, e só você que eu respiro.



(adaptei para expressar o que gosto)

ORGULHO DE SER ESCRAVA - parte 1


Mestre Jot@SM

Junto com a dedicação e a convicção em sua entrega, nada é mais fascinante em uma escrava que o orgulho.


Mais uma vez destaco a importância, grandeza e beleza deste sentimento na escrava.

Vencendo, superando seus limites acima do puramente consensual e prazeroso, para adentrar com este orgulho e desejo de superação até mesmo em limites criados por restrições físicas.
Isso é ir além da “facilidade” concedida às “e”scravas de IMPOR limites e consensualidade exagerados, até mesmo de puro e simples gosto ou covardia, ou da “comodidade” que ela pode exercer de tentar expurgar do Dono suas exigências e liturgias em nome de uma relação fácil que só agrada e facilita aos embustes.

É assim que ainda se confunde o significado de “orgulho de escrava”,  julgando ser o mesmo o direito dela de impor seus limites ou de alertar o Mestre quando este os infringe.
Ou mesmo ser orgulho de escrava ela não vergar ou ser rebelde e empostada.
Mas não é nada disso.
O orgulho da escrava está em SER “E”scrava.
Em tentar ser a melhor, em se orgulhar de sua dedicação, entrega, docilidade e submissão.

E, principalmente, o orgulho em querer se superar sempre, até mesmo em seus mais intransponíveis limites.

Akasha mostrou bem esta situação, lembrando o dia de nossa primeira ida a um encontro com ela como minha escrava, tentando a meu pedido adentrar o salão mancando o mínimo possível depois da volta olímpica que, mesmo com restrições físicas ELA fez questão de superar.

É linda tal dedicação e é também o maior atestado da grandeza de uma escrava.
E é nesta questão que relato:

“Era sua primeira sessão e eu, apesar de julgar os clamps nos seios minha tortura preferida, teria que nela me controlar neste prazer, uma vez que a escrava já havia me informado que tinha uma estupenda sensibilidade nos seios, que superaria uma simples “frescurinha”.

Eu pude notar isso desde o início da sessão, pois até mesmo os toques carinhosos que dava em seus seios eram recebidos com intenso esquivo, receio e angústia da parte dela.
Não era desagrado com a dor em si, pois ela suportou e se agradou do spanking (até bem hard) das velas e outras torturas, contanto que não fossem nos seios.

Mas ela era orgulhosa, e por isso queria superar esta que nem seria uma barreira de consensualidade, mas um verdadeiro limite que adentra na sanidade e no saudável da relação para ela.

STRAPON


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AMOR VIRTUAL BDSM



Miss K

Senhor_SM, Dominador, Mário, João, não sei…
Será que me apaixonei pelo homem, pelo nick, ou pelo dominador???
Não sei responder…
Nada bebemos juntos, mas me embriaguei em suas palavras…
Palavras escritas por ti, quando nada mais tinhas para fazer…
Me perdi em seu olhar.. verde, azul, cor de mel..
Nem sei…
Apenas me apaixonei…
Que poder tem em suas palavras para me deixar assim???…
Perdida… abandonada… quando não as leio..
Que poderes tens sobre mim???…
Já que nada sei de ti…

Não conheço o sabor dos seus lábios..
Mas ainda os sinto sobre os meus…
Nada sei do seu olhar que devassa minh’alma,…
Já que nunca o senti…
Como posso sentir falta de sua voz…
Que nunca ouvi…
Do peso do seu corpo…
Que nunca senti sobre o meu…
Que saudades que sinto de sua mão…
Mesmo sem saber que peso tem..
Jamais te tive…
Sempre te desejei…
Sempre te amarei.
Homem formado de palavras e atitudes..
Que nunca presenciei…
Qual é o seu poder???..
Que me mantém aos seus pés…
Sem nunca teres me tocado…
Como te obedeço???
Pois se quer te conheço…
Você…
Homem formado por letras em minha memória…
Desejo-te…
Mais do que amo a mim mesma..
Quero-te..
Adoro-te…
Luz da minha estrada desconhecida…

QUE DOMÉSTICA, HEIN!?