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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ESCRAVA ANASTÁCIA


Versão extraída do livro "Anastácia - escrava e mártir negra", de António Alves Teixeira (neto) da editora Eco.



Descoberto que foi o Brasil, em 1500 vieram logo os primeiros colonizadores e os primeiros governantes, necessário se fazia, desde então o desenvolvimento da terra, especialmente a lavoura. Daí o terem vindo os célebres Navios Negreiros aprisionando os pobres negros africanos, para aqui serem entregues como escravos e vendidos.

Eram os infelizes negros oriundos da Guine, Congo e Angola. Entre eles veio Anastácia uma princesa Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionómicos e a sua juventude.

Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais, olhos azuis onde se notava sempre uma lágrima a rolar silenciosa. Pelos seus dotes físicos, presume-se tenha sido aia de uma família nobre que ao regressar a Portugal, a teria vendido a um rico senhor de Engenho. Pelo seu novo dono, foi ela levada para uma fazenda perto da Corte, onde sua vida sofreu uma brutal transformação.

Cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, foi amada e respeitada pelos seus irmãos na dor, escravos como ela própria bem como pelos velhos que nela sempre encontraram a conselheira amiga e alguém que tinha "poderes" de cura para os males da alma e corpo.

Estóica, serena, submissa aos algozes até morrer, sempre viveu ela. Chamavam-na Anastácia pois não tinha documentos de identificação, por ela deixados na pátria distante. Trabalhava durante o dia na lavoura, certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar. Foi vista pelo malvado do feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca. Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que o seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma gargantilha de ferro sem consultar o esposo. 


Coisas do destino o filho do fazendeiro cai doente sem que ninguém consiga curar, em desespero recorrem a escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos. Não resistindo por muito tempo a tortura que lhe fora imposta tão selvaticamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.

O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe foi permitido o velório na capelinha da fazenda. Seu senhor, também levado pelo remorso, providenciou-lhe um enterro como escrava liberta depois de morta. Foi sepultada na Igreja construída pelos seus irmãos de dor e acompanhada por dezenas
de escravos. 

FÊMEAS E SUBMISSAS













DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Paula Laboissière


Pressão alta, glicose elevada, obesidade e sedentarismo são os principais fatores de risco para essas doenças

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, a cada ano, 17,3 milhões de pessoas morrem em todo o mundo vítimas de doenças cardiovasculares, sendo que 80% desses óbitos são registrados em países de baixa e média renda. A estimativa é que, em 2030, o total de mortes possa chegar a 23,6 milhões.
As doenças cardiovasculares, segundo a OMS, são a principal causa de morte em todo o mundo. Em 2008, os óbitos provocados por elas representaram 30% do total registrado globalmente.

Os fatores de risco para tais enfermidades incluem pressão alta, taxas de colesterol e glicose elevadas, sobrepeso e obesidade, além de hábitos como fumo, baixa ingestão de frutas e verduras e sedentarismo.
De acordo com a organização não governamental Federação Internacional do Coração (World Heart Federation), em países em desenvolvimento, as doenças cardiovasculares têm historicamente afetado a parcela da população com maior escolaridade e boa renda.


Entretanto, a perspectiva é de mudanças desse cenário – pessoas em idade produtiva e de baixa renda também estão sendo acometidas por esse tipo de enfermidade. A agravante é que, nesse grupo, as taxas de mortalidade em razão de uma parada cardíaca, por exemplo, são mais altas.

No Dia Mundial do Coração, lembrado hoje (29), a OMS, em parceria com a Federação Internacional do Coração, promove em mais de 100 países atividades como ações de prevenção, caminhadas e exposições.
A estimativa é que as economias de países como o Brasil, a Índia, a China, a África do Sul e o México registrem, juntas, uma perda de 21 milhões de anos de vida produtiva em razão de mortes precoces provocadas por doenças cardiovasculares.

A ONG listou uma série de prioridades para os próximos anos, entre elas aumentar a atenção às doenças cardiovasculares na agenda global de saúde; melhorar o atendimento a pacientes vítimas de doenças do coração e derrames; promover dietas voltadas para o bem-estar do coração e atividades físicas para toda a população; melhorar a detecção e o controle da pressão alta em todo o mundo e avançar na conquista de um mundo livre do tabaco.

Na semana passada, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, em Nova York, uma reunião com líderes mundiais para tratar das doenças crônicas não transmissíveis – incluindo as cardiovasculares. Essa foi a segunda vez na história em que o órgão discutiu um tema relacionado à saúde.

MISTURA DE RAÇAS, CORES E PRAZERES






O DIREITO DA ESCRAVA




ÚNICO 
INALIENÁVEL 
 DIREITO 
DA 
 ESCRAVA 
É
PODER  
DEIXAR 
DE 
SER 
ESCRAVA 
QUANDO 
QUISER.

Mestre Jota SM

REFLEXO DE UM MOMENTO DE MULHER ESCRAVA

desconheço o autor


“Vou castigá-la. 
Aprenderá pela força, como um cavalo que se quer domesticar. 
Vou deixá-la passar fome, e quando lhe puser na tigela 3 grãos de ração…



É a minha melhor aquisição, a que mais estimo, por isso vai sofrer. Vou domesticá-la. 
Oh, como é impaciente! 
Como é selvagem! 
Que exemplar! 
Que vitória tão grande sobre a natureza, fazê-la esperar, domesticá-la, tê-la na mão. 
Imperar sobre.



Vai sofrer. 
Não me custa que sofra. 
Tem de sofrer para quebrar, como um combatente. Ela tem de sofrer. 
Castigo-a. 
Ela sofre. 
Que importância tem que ela sofra? 
É para o melhor!
Far-lhe-á bem. 
Sairá enobrecida, lavada da dor.



Ela não conhece a dor. 
Ela não conhece a dor. 
Por isso, sofrerá.



E a mim, o que pode custar-me encerrá-la na minha ausência, no meu silêncio? 
É a dor dela, não a minha!


Contemplo-a de fora, inquieta, confusa, pedindo.



Oh, não faz mal. 
Ela tem que aprender! 
E agradecer-me-á depois. 
Serei seu mestre, seu guia. 
Não lhe darei…



A dor dos outros não vale nada. 
A dor não vale nada. 
Ela tem de perceber.”



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????????????????


Será assim mesmo?




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

FETICHES




É NA MADRUGADA QUE SE FAZ...







O IMPÉRIO - CONTOS




Mistress Bárbara Reine



Claro que ela estava atrasada. Isso convém a alguém como ela. Passou na frente do espelho e sorriu aprovando o que viu. Deslizou as mãos pelo couro negro do vestido que ajustava ao seu corpo e abriu a porta do quarto. No corredor, já podia ouvir as vozes e os sons que vinham do salão principal. Quando ela parou no topo da escadaria, as vozes cessaram. Todos os que estavam no salão, se calaram. Começou a descer os degraus devagar, olhando todos os detalhes. A mansão estava em festa. Grandes castiçais dourados ostentavam as velas que iluminavam o ambiente. No ar, um perfume almiscarado. Enquanto ela descia, os escravos abaixavam seus olhos, curvavam seus corpos diante da sua presença. Ninguém ousaria não ter essa postura diante dela...  

Ela andou entre eles e foi sentar-se no trono que havia no centro do salão. Do seu lado, havia uma pequena mesa coberta com veludo negro, onde ela podia dispor de vários tipos de algemas, cordas, chicotinhos de couro trançados, varas de bambú, chinelos tacheados, velas, prendedores... 
Como ela havia decidido, essa seria a noite onde ela escolheria seus escravos pessoais que a serviriam durante uma semana. Escolheria também, alguns novatos, que fariam parte do seu plantel. Durante a semana toda, ela havia dedicado a escolher seus convidados. Essa noite contaria com a presença de outros Mestres e Mestras de todas as partes do Mundo.

Aos poucos, os convidados chegavam em grande estilo. Alguns entravam trazendo escravos e escravas em coleiras de couro, ou algemados em fila indiana. Outros faziam questão que seus submissos entrassem rastejando, de quatro, e que fossem até a anfitriã, beijando-lhe os pés.   Ela deu o sinal e o jantar começou a ser servido.  

Os mestres e as dominadoras conversavam animadamente, seus respectivos escravos sentados no chão, sempre perto dos seus pés. Foram servidos com os melhores vinhos da adega, caldos exóticos, frutas da estação. De vez em quando, algum pedaço era lançado ao chão e os submissos competiam entre si pela posse. Conversavam sobre suas técnicas de bondage... sobre os últimos castigos infringidos... sobre as mais recentes "peças" arrebatadas em leilões de escravos.

Mestre André mostrava com orgulho alguns alargadores anais que trouxera do Líbano na sua última viagem, conseguidos numa feira de antiguidades. Rainha Julia exibia uma asiática quase adolescente, cujos mamilos foram adornados por ela mesma com pequenas argolas douradas.

E assim, Mestre Rudolf, Mestre Tony, Mestre Wolf, Mistress Angela, Dona Mayra, Mistress Maysa, foram relatando suas experiências, fazendo trocas, empréstimos, doações de seus escravos e escravas como bem quiseram. Aos doados, emprestados, vendidos, sobrava o prazer de estarem à disposição da vontade de seus donos. Intimamente, regojizavam-se por serem parte do jogo, pois esse era na verdade, o grande desejo e fantasia deles...usando uma linguagem que só pode ser compreendida e aprendida através de grande experiência, secretamente passavam uns aos outros, os limites que cada um deveria respeitar ao usar o escravo do outro.  

A dona da Mansão e anfitriã desse evento, percebia satisfeita que o intuito da festa fora atingido com êxito. Ordenou então que entrassem os novatos. Os dominadores ajeitaram-se nas suas cadeiras para melhor apreciarem o desfile que viria a seguir.   Eles e elas entravam no salão com as mãos amarradas nas costas, silenciosamente, de olhos baixos.

Os corpos dos iniciantes eram cobertos apenas por uma túnica feita de tecido muito fino, de certa transparência. Haviam 30 aspirantes, sendo 22 homens e 8 mulheres. Um dos escravos da casa, apresentava cada um dos iniciantes dizendo sua idade. O nome deles seria dado por quem os aceitasse, e esse nome seria o que ele deveria assumir enquanto ele fosse escravo. Mestre Rudolf foi o primeiro a levantar e se aproximar de uma escrava.
Ela era muito graciosa, cabelos castanhos, tinha 28 anos. Ele levantou sua túnica, permitindo a todos a visão do seu corpo nú. Apertou um de seus mamilos, até arrancar dela uma expressão de dor e prazer ao mesmo tempo.
- Eu gostei dessa... - disse ele.

Todos os Mestres e Mestras tiveram a mesma oportunidade. Apalparam, fizeram perguntas, beliscaram, testaram a obediência deles tirando seus membros para fora e alí mesmo experimentando a boca e a língua das escravas. Humilharam os escravos masculinos, fazendo com que eles segurassem seus cacetes e ordenavam que eles os mantivessem eretos.   

A anfitriã observava os menores detalhes, sorrindo de lado. Ela sabia que, nenhum dos dominadores, escolheria primeiro que ela. Enfim, ela se levantou e foi até os iniciantes. Levantava seus rostos, analisava o corpo, apalpava, reparava nos músculos dos homens, nas curvas das mulheres...bons espécimes...seria um imenso prazer iniciá-los nos jogos do S&M...usar seus corpos...dobrar suas vontades...ensinar a eles o que e como ela gostava...ensinar as palavras que seriam permitidas...   

Dois deles, em especial, chamou a atenção dela. Ele tinha 37 anos, moreno, 1m80 de altura, corpo definido sem exageros, tinha olhos castanhos expressivos. Fincou suas unhas compridas nas carnes macias da bunda dele . Ele fechou os olhos, como se estivesse pedindo mais! "Capacho! disse a Rainha apertando mais ainda as unhas- Você vai adorar o que estou reservando prá você...".

A vadiazinha, por sua vez, tinha mais altivez. Percebeu nela, uma certa rebeldia bem dosada, que faria do seu adestramento um grande prazer. Segurou seus cabelos e forçou sua cabeça para trás. Tinha resistência à dor, essa putinha...mas essa vagabunda ainda essa noite, iria cair aos pés dela aos prantos, implorando por sua piedade...não perdia por esperar!

Apontou os dois e eles já sabiam o que isso significava. Que deveriam subir e aguardar no quarto pela sua nova dona e Senhora...




SUBMETA-TE AO PRAZER!










SE FORES MINHA ESCRAVA...

 

Vanderdecken

 Isto te prometo, minha escrava:  
Serás para mim a boca que beija     
e grita e geme e fala e cala.  
 Serás o vaso do meu prazer,     
 em que derramo os sumos do meu corpo.
Serás a puta disponível 
que abre as pernas.  
Serás a serva humilde 
que me serve.  
Serás as lágrimas de raiva,   
as lágrimas de dor,     
as lágrimas de felicidade    
e gratidão que eu bebo fascinado.  
Serás o riso dos inocentes,   
tão igual ao dos sábios.   
Serás a devota abraçada aos meus joelhos     
em adoração e prece.  
Serás o banco em que descanso os pés,   
deitada no chão à minha frente.  
Serás a carne sofredora    
que se dá ao chicote    
ainda marcada do castigo de ontem.  
 Serás a cadela que me olha     
com o mesmo olhar afagada ou castigada.   
 Serás o cabelo de rastos no chão,     
como o de Madalena.  
Serás a poeira que   
se levanta  debaixo dos meus passos,    
 e menos ainda que a poeira;    
mas também serás tu mesma,   
 unicamente tu,  tesouro precioso, 
 mistério indecifrável,     
anjo de carne irrepetível.   
 

VAGINAS, BUCETAS, XOXOTAS...