segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O ESCRITOR





(foto - Marco Antonio http://www.marcoartes.com.br)




- Quero tua mente! 
- Não posso dá-la, Sr!
- Então dê-me teu corpo! Que farei dele minha maior obra de arte! Um livro humano.
- Mas como? O que o Sr. pretende?
- Eu escreverei nele meus desejos, meus delírios. E, quando estivermos juntos, eu o autografarei de próprio cunho. 
- ???
- Serás convidada de honra, com convite total e pleno. Meu autógrafo será em tua pele, amaciada pelos óleos das deusas – óleo de macadâmias e amêndoas...
- Ah! Sr, permita-me a ousadia em perguntar-lhe: - mas onde daria seu autógrafo em meu corpo?
- No mais intimo do teu ser... depois de explorar cada milímetro dele e decidir...



MEU SR, amei seus livros... pode escrever à vontade... rs

GOOD MORNING, PEOPLES!


domingo, 30 de outubro de 2011

UMA SESSÃO BDSM









SEM RUMO


  eu

Estou com tanta saudade de Ti...
Sinto falta de Tua presença...
O coração dispara. Medo. Medo. Medo.

Às vezes um misto de preocupação do que pode ter Te acontecido.
Clamo a Deus para Te proteger. Choro um pouco.

Mas não consigo me desvencilhar dessa sensação estranha e ruim

que é essa que Tua ausência provoca em mim.
Fico desnorteada, sem saber o que pensar, 
o que fazer, como agir.

Há momentos que dá vontade de sumir

ou ficar dormindo ininterruptamente até o momento em que fosse despertada por Ti.
Choro Tua ausência como se Tu foras meu alimento principal.
Descobri que preciso de Ti. Indubitavelmente preciso de Ti!...
Eu abro mão de meus sonhos,

dos meus desejos, de TUDO para estar dentro da Tua vontade.
Mas por favor, 
acabe com essa saudade que tanto me maltrata,

porque eu sinto Tua falta!


sábado, 29 de outubro de 2011

UMA PUTA DE UMA FEMEA - CONTO




Ela era uma mulher como outra qualquer. Politicamente correta, boa filha, boa funcionária, boa estudante, boa em tudo. Mas sentia algum vazio que não sabia explicar. Sensualidade nos trejeitos, quase vulgar, mas de forma pudica que tornava a mistura muito sedutora.

Homens caíram sob seus encantos. Mas não preenchiam o espaço que por muito tempo ficou vazio.

Certo dia, movida pela curiosidade ela entra num site de sexo, toda desconfiada e ao mesmo tempo ansiosa. Coração em disparada e a buceta latejando. Leu as reportagens e nada demais, quando viu um tema chamado "sm". Entrou mais e mais e quando deu por si estava num site de contos sadomasoquistas. Exacerbadamente excitada, identificou-se imediatamente com as cenas, com o conteúdo. Ali pode, enfim, encontrar sua identidade de cadela, de submissa.

Mas ainda faltava-lhe algo para completar e preencher seus desejos. Ela respirava arfantemente, esfregava as coxas sobre coxas e desejou levar aquela bofetada, desejou sentir aquela cintada. Mas onde? Como? Com quem? Quem escrevia aquelas coisas?

Aventurou-se buscar em lista que tratava sobre o assunto e lá estavam tantos dominadores, dominadoras, nomes estranhos ainda. Mas foi ele, justamente ele, com um nome diferenciado, MARKANTE que chamou sua atenção. A forma determinada e quase inquisidora de se expressar: “a decisão final será sempre minha, será sempre como EU quero”. Mas quanta arrogância! Mas é com esse que vou me meter – pensava ela, ingenuamente. Não sabia que estava indo como presa, à cova do Leão!...

Com palavras firmes, incentivadoras, cativantes e libidinosas, ele despertou nela, todos os desejos guardados que havia, acordou seu lado mais primitivo, seu lado puta, cadela, cachorra, vadia...

MARKOU aquele inesquecível encontro. Com ordens expressas a cada comportamento, desde o vestir ao despir.

Na hora MARKADA ela chegou naquela praça, quase deserta, quase vazia, mas com alguns táxis. Ele já estava lá, quase invisível na sua roupa preta, mas tão MARKANTE que seria impossível não notar sua poderosa presença. Ele aponta o táxi e ela qual cadela segue-lhe, sem falar nada, como uma ovelhinha.

Chegam àquele motel, Ele abre a porta, entram e a fecha atrás de si.
Nessas alturas o coração da ovelhinha dispara, com um desejo de sair correndo, com um desejo de olhar pra ele. Eram tantas emoções... A buceta lisinha, inchadinha, babava de desejo, indiferente a tudo que ocorria em sua volta.

- Tire toda a roupa! – ordenou ele.

Ela não se mexeu.
Splaft! Splaft! – recebeu uma bofetada em cada lado do rosto, acordando-a para a realidade. Trêmula, retirou cada peça, desajeitada e ali parecendo mais uma peça, ele manda que fique de 4, puxando-a pelos cabelos.

Totalmente imóvel, em silêncio, à espera do desconhecido, sem saber que ele se prepara para usá-la, da Sua forma. Ela nem imagina o que a espera. Nunca imaginou que seus desejos a levaria tão longe. A ponto de confiar, entregar, desejar... Nesse momento acreditou na predestinação. Ela se sentiu predestinada a ser Dele. Por isso a confiança, por isso a falta de medo, por isso a entrega...

Ela de 4, ele veio por trás e com suas mãos começou a invadir sua buceta. Um dedo, dois dedos, ela tentava relaxar, aproveitar aquela exploração. 3 dedos! Começou a incomodar. Instintivamente tentou fechar as pernas, mas a lembrança desses dedos a fez escancarar-se mais ainda para facilitar a invasão. Ajeitou-se e os dedos foram entrando dentro si...

Puta, como dói tantos dedos ao mesmo tempo! Eles se movimentavam lentamente e depois alucinadamente, pareciam que tinham sido ligados numa tomada. Era dor, mas ela queria mais. Entrou em transe, não sabia mais o que era dor ou prazer. Queria Ele ali dentro MARKANDO seu corpo.
Sentiu-se sendo, literalmente, fudida, por um punho. Agora não eram mais dedinhos, era a mão inteira dentro da sua xoxota. Não existiam palavras que descrevessem a dor que ela sentiu! Entrava e saía. Com certeza não iria conseguir gozar. Mas não. Estava ficando cada vez mais deliciosa a sensação que ela já não se importava mais com aquela posição e já estava pedindo (em sua mente) pelo amor de Deus mais... a vadia que havia dentro dela estava fruindo por todos os poros. Ao ponto de, após vários minutos nessa foda, ele gemer e gozar, fazendo-a urrar, quase desfalecendo.

Mas ele não se deu por satisfeito. Queria mais. Seus sádicos e ensandecidos desejos queriam invadir seu intocado cu. Ela nunca imaginara nada ali dentro. Ainda mais assim, um estranho. Mas não se opôs. Quando ele tirou sua mão dentro da xoxota dela, deu-lhe uma sonora palmada na bunda. Ordenando que contasse cada uma - 30 palmadas!

Ela perplexa contava e gozava. A buceta doída, ardida, sangrando pela invasão, mas ela queria mais. Estava fora de seu próprio desejo ou controle.

Quando sente ele se aproximar de seu cu. Ela fecha os olhos. E ele vai metendo 1 dedo, 2 dedos, 3 dedos.

- Ai! - Geme ela, mais por charme, pois o desejo está incontrolado.

Ele coloca um pouco de gel (que fazia parte da lista de coisas que ele tinha feita para ela levar ao encontro).

Retira os dedos e coloca seu enorme cacete. A resistência do seu cu era grande, então ele usou o peso do corpo para abrir passagem. Aquele sofrimento aumentava sua excitação, e o pau duro, abria a passagem ao cu à medida em que entrava.

A dor era tanta que dessa vez ela pensou que iria desmaiar. Deixou o corpo desfalecer. E ele segurou sua cintura, empurrando-a contra ele, fazendo com que sua pica atingisse o fundo de seu cu. Onde ela deu um grito desesperado, recebendo uma bofetada na cara e a ordem:

- Cala essa boca! Não quero ouvi tua voz!

Então, para seu desespero, ele começou a se mexer, metendo e tirando seu pau; primeiro lentamente, e depois de forma violenta. A dor começava na entrada do cu (que ia aos poucos se dilatando) e se espalhava pelas pernas. Era como se se ela estivesse sendo partida ao meio.

Aquela dor estava produzindo orgasmos nela. Que nem sabia que não tinha permissão para gozar. Mas via seus buracos íntimos totalmente sendo alargados, à mercê daquele desconhecido.

Um desconhecido desejado. Esperado. Confiado.

Em suas divagações sentiu seu cacete pulsar e crescer, denunciando que ele também estava pronto para ter um delicioso orgasmo. Ela ficou com medo dele explodir dentro de si, pois achava que iria partir ao meio. E aquele vai e vem cada vez mais alucinado, fazendo-a perder o senso da razão. Com um brado retumbante, ele chove seu gozo dentro do cu dela. Ambos gritam de tesão. Depois ele tirou o membro lentamente. Deixando-a com a sensação de vazio, com desejo de “quero mais”. Não pare mais!

Ela estava exausta, mas completamente feliz do tamanho prazer que aquele momento lhe proporcionou. Agora já não era mais uma mulherzinha. Era uma cadela. Uma cadela com dono. Para uso exclusivo Dele.

Ainda meio entorpecida, conseguiu obedecer à ordem de “tomar banho, pois a sessão tinha acabado”.

Ela quase enlouquecia com as lembranças daquela noite MARKANTE. Ainda hoje ela vive da presença dele, dos toques dele, do desejo de ser eternamente dele...

Ela se sente a vadia submissa Dele.
Ela o sente como seu Senhor e Dono (amado e desejado)...

SEM PENSAR

 y

A confiança da entrega 

Uma entrega cega 


Ao um desconhecido desejado 


Fascínio? Domínio? Loucura? Prazer? 


Obedecer ordens sem questionar 


Ser castigada sem revidar 


Submeter o corpo 
a invasões prazerosas ou dolorosas 

em nome do Tudo e do nada 


pelo prazer do prazer 


porque este prazer é sem limites 


é cego, mas ver longe 


quero te sentir, mesmo sem te ter...
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A DEFINITIVA POSSE



 
Catarina



Ele queria postergar a definitiva posse e contemplá-la ainda mais um pouco. Imaginar todos os caminhos que ela percorrera até encontrá-lo numa alameda do Jardim Botânico. Quantos a teriam desejado? Mais do que ele? Impossível. A idealizara mesmo antes de saber se ela existia.
Criança, ainda criança, sonhava com ela e a buscava na fazenda onde nascera e se fizera adulto. Homem, tivera tantas e nenhuma lhe dera aquela sensação de plenitude que agora, alta a madrugada, sentia ao contemplá-la. Frágil e lasciva.

Por isso queria postergar a definitiva posse. Um vinho. Um charuto. Billie Holiday.

Meio embriagado aproximou-se dela que, lânguida, o contemplava. Tocou-a sereno com as pontas dos dedos. Acariciou assustado a fragilidade que sob seus dedos se entregava. Aproximou seu rosto, barbado àquela hora, e sentiu seus pelos serem acarinhados pelo veludo que era ela toda, todinha, exposta, oferecida, disponível, arreganhada...
E a definitiva posse.

Cravou-lhe o alfinete no corpo frágil e pendurou mais... 


FISTING FEMININO





SOU TEU REPOUSO




55
 

Tuas mãos brinkando em mim,
Com os Teus dedos invadindo espaços
Que a Ti pertencem pois lhos dediquei
Deixando-se perder a mão em meio a Teus desejos
Dentro de mim...
Trazendo sensações, dores e prazeres
Prazeres escolhidos,
Afinal, a vida é feita de escolhas.
E eu Te escolhi para que me ensines a Te servir
Eu Te escolhi para ser Tua
para ser o Teu alívio,
o Teu repouso, o Teu intervalo
a continuação de Teus fetiches e fantasias
Confesso-Te: sinto-me metade sem Tua presença
Sinto-me uma escrava sem Senhor
Um deserto sem oásis...

AMIZADES PASTEURIZADAS

Antonio Kleber


Não
me 
preocupo
com
as 
poucas 
amizades. 
Foram
pasteurizadas.

DUPLA PENETRAÇÃO

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SUBMISSA ENGAIOLADA



QUE SEJA LONGO...


eu


Levas-me a desejar-Te mais que tudo
Levas-me a desejar que os dias correm
Que as horas passem
Que o tempo voe para que o momento
de estar ante Tua presença
aconteça...
E quando ali estou
Queria que o mundo parasse
Que o instante se prolongasse
Que o momento congelasse
Que o dia não mais terminasse
Para que tudo fosse eterno
Assim como meus desejos por Ti...
 

PRESSÃO

OBEDIÊNCIA

Patrícia Clemente

Estes poemas são alguns fragmentos que eu selecionei e estão publicados no livro “Submissão”, da autora.




Obedecer é difícil por isso faço

Obedecer machuca e não dói na pele

Que importa a dor do corpo? Isso é fácil!

Conter o desejo, dobrar a vontade a vontade do Amado,

Isso dói, pega no fundo, curte o desejo, fortalece a vontade

Dá ao corpo a sensação de profunda capacidade,

Disciplina do ego.

O maior poder da vontade é anular-se.

Obedecer é força.

Obedecer é duro, por isso eu faço.”

me acende, te sinto aquecer a pele

Busco sua presença como busco o sol,

Nessa sala escura,

Danço alucinada pelos seus lençóis,

Sua carne dura,

Se por seu sorriso soa safo o meu

Riso de loucura,

Sou sua cadela, seu querer, seu bem,

Sua puta pura.

Sou tua.

Não há nada a dizer senão sou tua.

Tua escrava.


Repetir.

És, Meu juízo, meu sentido, minha razão, minha vida,

A maneira de existir.

Comum, comum, comum,

Em tua presença eu digo:

Só em tua presença eu vivo,

Só em tua presença me sentir,

Só em tua presença eu posso ser,

Só à tua presença eu devo ir.

"Sim, meu Senhor", que frase doce e quente,

No rosto a certeza cristalina,

A dor que eu sou, o mundo que eu carrego,

Ele dirige, ele corrige, ele disciplina.

Sua atenção inteira no meu corpo,

Sou coisa inerte ao seu olhar que me examina

Que me maltrata, que me destroça, que me ensina.

Minha vontade é suportar a dele,

A sua força a completar a minha,

Aniquilada, exposta nas correntes,

Me encontro livre, sou completa, feminina.

E o escuro coração sorri faminto

De ter no seu desejo o meu juízo

E o denso amor, maduro, bruto, tinto,

Não quero se esfrie o meu suor no teu.

Não quero que se perca o teu cheiro em mim.

Entende, meu Senhor, eu não sou nada.

Mesmo que o queiras, nunca igual a ti.

Eu limpo em minhas roupas o suor do teu corpo,

Cuidadosa, seco o que deixei em ti,

Parte a parte tiro-te o suor do corpo,

Meu vestido enxuga o dorso, teus cabelos,

Tuas coxas, tuas pernas, teus quadris.

A calcinha limpa o teu sexo.

Depois me visto.

Com tua permissão me retiro

Levando teu cheiro em mim.

Se agora tiras, Senhor, a mão de mim,

Espero, atenta.

Se ficas quieto a olhar, Senhor, pra mim,

é o teu olhar que me sustenta.

Como a paixão que a cada dia o meu Senhor me dá

e tira estou suspensa.

Pois, como o teu corpo no meu, tua vida na minha,

Senhor,

entra e sai,

sai e entra.

A gente nunca sabe onde quer estar,

erótica da tua ausência.

Você não sabe o quanto eu te quero?

Eu de mim já te entreguei o tudo,

Tudo que exigiu-me eu já fiz:

Me despi de todos os segredos,

Me livrei da minha dignidade,

Renunciei à minha liberdade,

Até quem eu era já esqueci.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DICAS BDSM






 



ESCOLHIDO



eu

És mestre, senhor, condutor de mim
escolhido por mim para ser o que Tu queres
Tu animas os meus dias
Elucidas meus pensamentos
Inspira-me a Ti escrever
Torna-me poetisa para expressar meus delírios
E sinto a Tua presença, presente, MARKANTE
A cada momento de desejo,
A cada vontade de correr para Ti
- e prostrar-me aos Teus quereres...


CHATEIA-ME!


Eterna Descontente


CHATEIA - ME, esta minha incapacidade para te resistir, esta minha passividade perante a tua vontade que me deixa, fragilmente, à mercê dos teus desejos e apetites.

IRRITAM -ME, as horas que passo à tua espera, nos dia em que, simplesmente, decides excluir-me da tua vida, em pensamento e em facto, enquanto eu, ao invés, gasto a minha, a fantasiar como seria se estivéssemos, ou quando estivemos, juntos.

ASSUSTA-ME, esse teu alheamento, esse teu esquecimento, essa tua disciplina de, tão facilmente, me banires do teu pensamento, do teu dia-a-dia.

MAGOA -ME, a injustiça de me teres arrastado (à força da tua persistência e capricho) para o teu mundo, arrancando-me do meu, tirando-me do meu (parco) equilíbrio, prometendo-me mundos e fundos, acenando-me com a felicidade, para depois te fartares, qual criança mimada que enjoa as guloseimas que, voluntariosamente, tanto desejou.

DÓI -ME, a tua indiferença face à minha dor, quando a medo e em desespero ta confesso, e a ignoras ou subestimas, ao contrário de mim que te velo a tua, que a expio e a sofro, como se de minha se tratasse.

EXASPERA - ME, esta tua disponibilidade e responsabilidade para com o trabalho e os outros, aqueles que, ao pé de mim, nada te querem, cujo o amor que te têm, comparado com o meu, é ínfimo, cuja dedicação que te concedem, à beira da minha, é nula.

ENOJA - ME, esta minha disponibilidade, esta minha fraqueza, esta minha quase doença, que ao estalar dos teus dedos me faz, qual discípulo hipnotizado, seguir-te para onde quer que (me) queiras ou vais.

AGONIA - ME, deprime-me, mata-me, enfim, esta minha dedicação, este meu amor por ti.

E CHOCA - ME, mais do que tudo, perceber ser isso, seres tu, Meu amor - sejas, lá, tu quem fores - o que me move, o que verdadeiramente (me) interessa, o que, afinal, dá sentido à minha vida.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

TU ÉS MEU UNIVERSO




A Ti me entrego sem pensar no que me espera 

Contigo, a eternidade é rápida 


e a rapidez é eterna 


Fiz-Te meu Universo BDSM, 


meus Desejos, meus Sonhos
...