<                           

























quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A ERÓTICA GREGA

mortesubita.org



Os gregos, antes de Platão (e até mesmo na sua época) não costumavam separar essas duas coisas? sexo e amor.

Segundo Michel Foucault, os gregos possuíam uma ética sexual muito rígida, que estabelecia os padrões de comportamento quanto ao "uso dos prazeres". Uma ética que era muito mais uma estética sexual, isto é, uma erótica, entendida como sendo a arte refletida do amor e, singularmente do amor pelos rapazes. (Uso dos Prazeres, Rio, Ed. Graal, 1984, p. 201).

E em que consistia essa erótica? Segundo ainda Foucault, quatro características a determinam:

A dissimetria das idades: Sempre um mais jovem (que ainda não ganhou a maturidade política) com um mais velho (que já atingiu a maioridade política), estabelecendo-se entre ambos papéis sexuais muito bem definidos. O jovem, o erômeno (amado) será sempre passivo com relação ao mais velho, o erasta (o amante).

A arte de cortejar : Oferecer presentes, prestar auxílios, inclusive,pedagógico.

A liberdade: Marca uma distinção fundamental em relação o casamento; o jovem é livre para aceitar ou não ser cortejado.
A temporalidade: O tempo de duração do amor. A navalha que cortava os primeiros fios de barba do jovem grego, que marcava a passagem da adolescência para a vida adulta, era a mesma que cortava os fios do a mor. Era preciso estar preparado para essa separação. O amor deveria transformar-se em amizade, eros em filia.

Em suma, a erótica grega era uma arte de amar, visava demarcar os limites entre o bom e o mau amor, o que convém e o que não convém fazer para obter o consentimento do amado. Uma arte da conquista, portanto. E que não separa sexo de amor, a atração pelo belo corpo. E aqui começa a diferença entre a erótica grega e a erótica platônica. Ou melhor, a subversão da erótica grega proposta por Platão, pela boca de Sócrates, e que irá influenciar, sobremaneira, a concepção cristã de amor e toda essa dicotomia sexo x amor que virá depois.

 
Segundo ainda Foucault, a erótica platônica opera quatro deslocamentos em relação à erótica grega. São eles:

1° O ontológico: Faz-se necessário definir o que é o amor. Para os gregos, era óbvio que o amor era um deus; para Platão, nem tanto, no máximo era um intermediário entre os homens e os deuses.

2° O objeto do amor: A verdade e não mais o belo corpo; portanto, algo mais espiritual do que concreto.

A simetria amorosa: Nada de ativo e passivo, ambos são sujeitos do amor, amante-amado, amado-amante.

A relação mestre-discípulo, amante-amado: O mestre, o amante, por ser mais velho, orienta o discípulo, o amado, na busca amorosa da verdade. 

Daí para a concepção cristã foi só um passo. E o sexo e o amor começaram a ser percebidos como coisas bastante distintas, como na música dos titãs: "Às vezes acho que te amo, às vezes acho que é só sexo?. O sexo como alguma coisa puramente biológica, e o amor como algo "especial", "mais profundo", "coisas da alma", etc..

Quem pratica o sexo pelo sexo, é alguém desprovido de amor? Como se traçaria uma cartografia amorosa das(os) chamadas(os) profissionais do sexo?  Prostitutas(os) não amam? O beijo na boca seria impossível? Eis aí um tema interessante para pesquisa. É claro que não devemos deixar de lado outros aspectos também importantes no que diz respeito à prostituição: a relação com o cafetão/cafetina, com a polícia, a exploração sexual, inclusive, infantil. No entanto, acreditamos que um trabalho que dê conta da afetividade das(os) chamadas(os) profissionais do sexo, poderá contribuir? e muito - para a redução do estigma social que recai sobre essas pessoas, possibilitando-nos a pensar também esses outros aspectos acima mencionados.

SONO PROFUNDO



Kleber Mathias 

Conquisto-te, vinho, na noite madura,
entregue à incerteza da espera sem data,
com a fala insegura, ao murmúrio-monólogo,
sem sonhos, sem rumo, aprendiz dos sentidos.

Perdido em silêncio de dores banais,
degusto teu corpo, morada dos sonhos,
em busca do instante que forje a jornada
do gozo sem muros num tempo de paz!

Não quero a consciência pautando tragédias,
traçando mentiras, sorteando o destino,
levando meu passo aos confins dos abismos.

Aprendo evasivas sorvendo-te em goles,
fugindo das sombras que encobrem minha alma,
até que eu mergulhe num sono profundo!


DE UMA FORMA OU DE OUTRA


terça-feira, 29 de novembro de 2011

ANSEIO OS TEUS SEIOS





Teus belos seios, nus, exuberantes
Ardentes e provocantes,
Intumescidos de tantos desejos, fantasias e
sedução...
.
São dois lindos morangos com cobertura
De chantili, bem gelados
Uma delícia! Uau...
São duas frutas maduras e tentadoras
Prontas para serem consumidas
São as portas dos caminhos para o Amar.
Ao toque de minha mão
Ou meu afago e beijos
Se arrepiam,
E me dão muita paixão.
Quando minha língua passeia
Nestes montes de tesão
O néctar do amor se faz presente
Numa explosão de desejos e paixão.
Em cada acariciar
Teu corpo fica trêmulo,
Boca seca, respiração ofegante
E coração a disparar...
Uma louca tentação só no olhar.
Fico bobo e estarrecido te tantos desejos..
Me dá uma imensa vontade de ,
Morde-los ao beijar...
ANSEIO OS TEUS SEIOS
E fico ansioso por este momento chegar...
. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
Neste Lindo Coração
Cheio de desejos . . .

A SENSUALIDADE FEMININA




FEMININA, APAIXONADA , VADIA

Ysabella 


Sou mulher assim
intensa pulsando
 poros,  braços
pernas, mãos que te
procuram apalpar

Nua ou vestida
por cima ou debaixo
do vestido
umedeço minhas partes
pra te fazer delirar
transbordar liquens
e sentir o sumo da tua
paixão

Tenho boca louca que percorre
em doida procura
detalhes que a língua viaja
num veloz sem  cessar

Não sou mulher comum
no abrir de pernas
sinto, faço sentir
comunico
E me torno incontrolavelmente vadia
quando me disponho a te excitar

APROXIMAÇÃO


Vladimir C. Maiakovski – 1893-1930 – Poeta Russo



 “Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.

Até que, um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E, porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada”

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CHEIRO DE MERETRIZ


Adilson costa


Tua silhueta à mostra
Sinto o cheiro do teu corpo
Face de libertina
Deixando-me louco

Claro que resisto

Mas por pouco tempo repito
Esse cheiro me enlouquece
E o teu nome eu grito

Qual nome?

Não importa
Encoste a Porta
Entre quatro Paredes
Saciarei minha fome
Fome carnal e de desejo
Como um animal no cio
Pode ser até sem beijo

Só quero expelir a langonha

Eu te passo a moeda
Já não sinto tanta vergonha
Podes me ver como coitado
Um homem azafamado
 Que o sexo pode comprar
Mas sou inflamado
E me deixe aqui deitado
E o seu dinheiro pode levar.

A TI, COM CARINHO...



BOM DIA PARA TODOS COM A AYLA DI PIETRO!

BOM DIA PARA TODOS!