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domingo, 29 de abril de 2012

FRAGMENTOS DE "O"






“O” percebeu imediatamente que não escaparia a esta carícia que nunca aceitara sem se debater e ficar coberta de vergonha, da qual sempre se esquivara o mais rápido possível, tão rápido que mal tinha tempo de ser atingida, e que lhe parecia sacrílega porque parecia-lhe sacrílégio que seu amante estivesse a seus joelhos, quando ela é quem devia estar aos seus. Viu-se perdida; pois gemeu quando os lábios estranhos que se apoiavam sobre o monte de carne que sai da corola interior inflamaram-na subitamente, só a deixando para que a ponta quente da língua a inflamasse mais ainda; e gemeu mais forte quando os lábios recomeçaram. Sentiu que a ponta escondida se endurecia e se levantava entre os dentes e os lábios que a uma longa mordida aspirava e não mais largava, e sob a qual ofegava.

sábado, 28 de abril de 2012

COM A MARKA DO MESTRE




















SOLIDÃO





apenas

Estou aqui
"fechada" em meu 
desespero, e solidão
provocada pela marka
de tua ausência...

CHUVA DOURADA




 
  

(reblogueado de: http://www.contosbdsm.com/mi_view_poesias.php?codigo=31)


 
VOCÊ QUE ME DOMINA A ALMA
INCENDIANDO MEU CORPO
NO ESTALIDO DE SEU CHICOTE
A DOMINAR MINHA VONTADE
NUMA LOUCURA SEM PAR
SUAS VONTADES SÃO IMPOSTAS
PUNINDO-ME A MÍNIMA NOTA EM DESALINHO COM SEU REINADO 
MEU CORPO É FÁBRICA A TESTAR SEU APETITE  SOBERANO...
BEIJEI SEUS PÉS, AMEI E RASTEJEI;
POR VOCÊ FUI PENETRADA, ESTUPRADA
MAS NEM ISTO FOI SUFICIENTE
PARA SACIAR SEU APETITE CRUEL 





MINHAS MÃOS ALGEMADAS
MEU CORPO ATADO POR CORDAS
...
SEU CORPO FOI SE CHEGANDO
SEU SEXO NA MINHA BOCA FOI COLOCANDO
...
TUA ORDEM CORTOU MINHA LAMBIDA
MINHA BOCA FOI ABERTA PASSIVA A ESPERAR TEU DESEJO
COM SEU JULGO A QUAL DEVO OBEDECER
PARA MIM QUE OBEDEÇO CADA PASSO CADA APREÇO
BUSCANDO TEU GOZO, SOFRENDO TEU DOMÍNIO.
ESQUECENDO DE TUDO VOCÊ É MEU MUNDO  - PEDAÇO DO CÉU. 

UMA SUB MARKADA PELO SERVIR


sexta-feira, 27 de abril de 2012

MARKAS EM VERMELHO







HISTÓRIA DE "O" - FRAGMENTOS





fragmentos de texto do Livro A Historia de O

Vivemos num tempo em que as verdades mais simples têm como único recurso voltarem nuas para nós (como O), sob uma máscara de coruja.
Pois escuta-se pessoas de comportamento normal, e até mesmo sensato, falarem do amor de bom grado como de um sentimento leve e sem consequências. Dizem que oferece muitos prazeres, e que este contato de duas epidermes tem bastante charme. Acrescentam que o charme e o prazer dão seu máximo a quem sabe guardar no amor sua fantasia, seu capricho e, justamente, sua liberdade natural. Quanto a mim, concordo, se é tão fácil às pessoas de sexo diferente (ou do mesmo sexo) darem alegria umas às outras, que aproveitem; não devem se constranger. Só há aí uma ou duas palavras que me incomodam: a palavra “amor” e também a palavra “liberdade”. É óbvio que é justamente o contrário: o amor é quando se depende _ não digo apenas para o prazer, mas para a própria existência, e para o que vem antes da existência: o próprio desejo que se tem de existir _ de cinquenta coisas barrocas: de dois lábios (e da careta ou do sorriso que fazem), de um ombro (de certo jeito que tem de subir ou de descer), de dois olhos (de um olhar um pouco mais úmido ou mais seco), enfim, de todo um corpo estrangeiro, com o espírito ou a alma que ele carrega _ de um corpo que pode a cada instante tornar-se mais resplandecente que o sol, ou mais gelado que uma planície de neve. Não é alegre passar por isso, vocês me fazem rir com seus suplícios. Treme-se quando aquele corpo se abaixa para fechar a fivela de um sapatinho, e parece que todos o estão vendo tremer. Melhor o chicote e as argolas na carne! Quanto à liberdade... qualquer homem ou mulher que tenha passado por lá, terá vontade de gritar contra essa liberdade, de expandir-se em injúrias e em horrores. Não, os horrores não faltam na História de O. Mas às vezes me parece que, mais do que uma jovem mulher, é uma ideia, um tipo de ideias, uma opinião, que se vê aí posta em suplício.

GALG = MARKA DO SILÊNCIO E DO PRAZER













MARKAS DE UMA SESSÃO DE PRAZER