terça-feira, 27 de novembro de 2012

CONTO - ROTINA - VIDA DE SUBMISSA



O Sol começou com "cara" de cansado, emormaçado, com uma ponta de arco íris no final do céu... Parecia tudo aparentemente normal, senão por esse frenesi que toma conta da buceta, que anseia pela exploração da mão que produz um prazer "desgraçado"! Desde cedo da manhã já despertada, pensando, como todo dia - NELE.

Inconscientemente meus dedos  vão tocando minha intimidade, buscando tua marka, buscando esse toque que desmancha e esfacela qualquer defesa dos meus sentimentos de fêmea. Vai surgindo então, a serva "languidosa", obscena, pincelada com hastes de vadiagem, tal qual uma partitura cheia de compassos. Naquele chão frio do seu quarto, que tornara seu leito de tortura e concomitantemente de prazer, pois é lá que rotineiramente, noite após noite ela se "deposita" e sonha - acordada ou dormindo com seu Mestre e senhor bdsm... Agora mais do que nunca...

O sol preguiçoso, começa a se animar, assim como ela,  com desejos de que as nuvens densas se afastem e  abram caminhos para os raios saírem das entrelinhas sideral. E ela,  esperando mais uma vez, "soslainemente",  ver aquele rosto amado, adorado, ou apenas sentir o tom daquela voz que faz o corpo tremer e o coração disparar. O andar dele, então, como sempre, felino. Como  faz lembrar um leão! Majestoso. Poderoso. Lembrei do filme (risos) "Rei Leão".

Sua rotina fora quebrada pelas lembranças vivas, cunhadas  a cada respirar no coração, no andar, no agir, no pensar... Como se chama um poder que marka assim, sem você sequer pode colocar uma defesa em si mesma? E quando essa "defesa" é justamente o que você não quer? Quando é você mesmo que quer ficar vulnerável, à mercê?

Quero minha rotina alterada pelos teus desejos, pelos teus encontros, pelas tuas markas, por teus ensinamentos....


O pensamento continua, vai cada vez mais longe. Olho a rua pelo olho mágico. Busco-te na mente, tentando imaginar onde podes tu está. Já são 5.23 da manhã, volto ao meu leito e arquiteto momentos, situações, separo meus perfumes franceses, adquiridos exclusivamente para estar em tua presença. Será que tu gostas? Nunca tinha pensando nisso... E agora?

Vou separando, também, as peças de roupas para logo mais ir ao trabalho, enquanto o olhar se volta para aquela "mala"  sobre a cama - quantas lembranças!, pega o "gigante" - o cume da superação. mas mesmo assim ainda desafiador... E apenas imagina... Desejosa...

Tudo na vida é superável, até a dor. Seja ela expressa de que forma for.  Contigo já superei tantas coisas! Sei que ainda há "gigantes" a  serem vencidos. Mas contigo tudo é plausível, mestre adorado! "Tu me colocas nas alturas" e "ainda me dá asas para voar". As águias que se cuidem!, porque a serva aqui está chegando para superar limites, romper barreiras e quebrar rotinas.  Estou a cada dia, mais pronta para a TI servir.

Com toda minha servidão e reverência.

tua escrava



NOVAS PERSPECTIVAS


 eu


"Nada como um dia após o outro. Depois da tempestade sempre vem a bonança". São adágios populares que  têm seus fundamentos de verdade. Eu, na minha condição de serva, me sinto agraciada por tudo o que  vem desenrolando no decorrer dos últimos dias.

Novas atitudes, novos sonhos, certezas de mudanças.  Velhos desafios voltando ao cenário de superação. Novas comidas, novo peso, nova casa, novas alegrias.  Nova aparência. Estou intensamente motivada. Concordo  com a premissa que diz que não podemos responsabilizar outrem por nossa felicidade... Eu estou trabalhando a minha felicidade. Felicidade pra mim é ter a possibilidade de estar aos teus pés, te servir, te encontrar...

Estou feliz.

Toda  terça feira é dia de compra em um grande Supermercado da cidade. Tem muita promoção. Toda semana vou lá,  à noite. Mas se isso representa incômodo ou intranquilidade de alguma forma, deixarei de ir. Fácil assim. Só quero “bandeira” branca. Paz. Tranquilidade.

Quanto à “praça”,  virou símbolo de espera, de desejos, de alegria. Mais que nunca  “passear” por lá em certos horários é muito gratificante, nem que seja apenas para o coração disparar e os olhos ansiarem ver...

 Agora é esperar e sempre ter a certeza de que  alguma orientação chegará. No momento certo. 

E mais que nunca esta serva se sente altamente motivada a fazer drásticas mudanças de vida. Só assim poderá melhor servir. Viver melhor, sob novas perspectivas.

 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O SONHO

(meditando...)
  eu


 Tudo se começa por meio do Sonho...
O sonho é a porta para as ilusões,
para a felicidade
Ou para as frustrações...
Com o sonho você remove montanhas
Sejam elas quais forem
Às vezes visíveis,
Às vezes palpáveis
Às vezes colocadas por nós mesmos...
Ou,
Com os sonhos,
Você se entristece quando não o alcança
Chora, aflora sentimentos guardados...
Mas uma coisa é certa:
- o Sonho é a PORTA:
Para continuarmos sonhando
Ou para cairmos na realidade.
Será que vale a pena sonhar?


Hoje amanheci sonhando o possível e o impossível... rs
Sonho contigo...

O PRAZER QUE NOS AGUARDA






y

SERÁ QUE TU PODES SENTIR???

EU SINTO (E COMO SINTO!) 
QUE MUITOS PRAZERES 
AINDA CHEGARÃO 
PARA EXPLODIR 
DE FORMA MULTICOR 
SUPERAÇÃO DE LIMITES, 
ABERTURA DE NOVOS CAMINHOS...

A LINGUIÇA

Arnaldo Jabor



A medida que envelheço e convivo com mulheres, valorizo mais ainda as que estão acima dos 30.

Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.

Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma coisa que queira fazer....e geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer, elas definitivamente não ficam com quem não confiam.


Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem, você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem...


Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens...Por que será, heim??

Mulheres mais velhas são diretas e honestas, elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela, basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...

Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!

Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos...

Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!

Para todos os homens que dizem: 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?', aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem porquê? “Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma linguiça!'


Nada mais justo!

domingo, 25 de novembro de 2012

SER ESCRAVA



 Mestre K@

Ser escrava é um processo de crescimento constante na busca de desenvolver suas habilidades de melhor servir. É aprender a lidar com seus medos e dificuldades. 


É:
• Entregar-se com transparência e sem reservas aos desejos de seu Dono, preocupando com o seu bem-estar;
• Honrar a sua coleira respeitando regras e liturgias, por seu Dono, definidas;
• Assumir a responsabilidade por seus erros e aceitar as punições deles decorrentes;
• Saber falar de maneira correta e no momento oportuno;
• Ser inteligente e criativa;
• Entender e saber respeitar as diferentes personalidades das escravas, buscando um convívio amigável;
Ser escrava é ter contato com os seus desejos e consciência dos seus prazeres, que devem ser cuidadosamente lapidados, assim como uma rara joia. A beleza de uma escrava vem com a entrega do poder que tem sobre si ao seu Dono.
Esta entrega é um dos valores primordiais para refinar as habilidades necessárias numa relação D/s. É o elo que une os sonhos à realidade e permite que a escrava supere suas limitações pessoais de forma a entender que o tratamento dado às escravas leva em conta os mesmos valores, mas são completamente diferente em sua forma. Sem entrega uma escrava não se faz, pois não se permite ser trabalhada.
Quando vou ao encontro de uma escrava o que mais me chama a atenção é ver o brilho de seus olhos, que refletem intensamente uma mistura de vontade e paixão. Percebo nesse brilho o desejo incontrolável de se entregar por inteiro. Esse é o maior dos encantamentos!
Nas práticas e na convivência é natural que eu exija mais das escravas que estão mais dispostas a se entregarem, por isto, tiro delas o que de melhor de si, fazendo-as mais fortes, confiantes e preparadas para a vida e para viverem a minha fantasia.


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EU acrescento que são fantasias de todos os que apreciam o D/s ou mesmo o BDSM. Toda escrava quer ser a escrava certa, senão perfeita, pelo menos aperfeiçoada. Isso  certamente traria prazer ao seu Dono e Mestre.



sábado, 24 de novembro de 2012

AS CONDIÇÕES DE TUA ESCRAVIDÃO

Vanderdecken



Pediste-Me que estabelecesse expressamente e por escrito as condições da tua Escravidão. Eis o que decidi:

1. Em princípio a tua Escravidão já é perfeita e não há nada a alterar n’Ela. Mesmo ao direito de deixar de ser escrava, que era o único que tinhas, quiseste renunciar. Cabe-te agora Amar, Servir, Obedecer e Sofrer enquanto tu e Eu formos vivos.

2. Na prática, contudo, ainda há muito que aperfeiçoar. Porque não te empenhas o suficiente; porque Me deixas em exclusivo o cuidado de te fazer escrava e não partilhas esse esforço, ainda há muitos dias em que não és mais escrava do que no anterior. Faltas assim ao teu dever e ao teu compromisso para coMigo.


3. Por vezes és insolente. Por vezes chegas a ser exigente. O teu corpo nem sempre obedece ao teu espírito. O teu Senhor compreende isto e não to leva a mal, mas precisamente porque compreendo é que exigirei de ti cada vez mais.


4. És escrava no teu espírito, que consente; és escrava no teu coração, que ama; és escrava no teu corpo, quando goza; mas ainda não aprendeste a ser cabalmente escrava no teu corpo, quando sofre.


5. Sei que não és masoquista e que a dor física não te dá prazer. Prefiro que assim seja: quando te provoco dor é para te castigar e não para te recompensar; ou então é para Meu prazer e não para o teu.


6. Quando aceitas com submissão a dor que te provoco, sei que estás a sofrer por Mim, e não para teu próprio gozo. É uma dádiva que Me fazes, e Eu tenho perfeita consciência de quão grande ela é.

7. Quando te castigo fisicamente estou a ser generoso. O castigo físico é o menos cruel dos castigos: faz sofrer naquele momento, mas rapidamente termina; as marcas que deixa são no corpo e duram pouco.

8. Por vezes tentas esquivar-te quando és castigada: é o teu corpo a desobedecer ao teu espírito. Isto é indigno de ti e do compromisso que assumiste coMigo. Como esperas obedecer ao teu Senhor se nem a ti mesma obedeces?

9. Quando te deixas amarrar tenho bem consciência do quanto estás a confiar em Mim. É essa confiança que exijo de ti: sei que não sou mau nem estúpido, que me sei controlar, e não te castigarei mais do que mereces e podes suportar.

10. Mas também não te castigarei menos do que mereceres e puderes suportar.

11. O teu Senhor sabe bem o quanto necessitas de ser amada. Mas não te permite que digas “quero ser amada”, porque nem nisso tens querer. O amor duma escrava aceita com gratidão a sua contrapartida, mas nunca a exige.

12. O mais que podes pedir, quando estás perdida de amor e necessitas absolutamente da atenção do teu Dono, é que Ele te possua. E Eu possuir-te-ei ou não, como entender, e permitir-te-ei ou não que tenhas prazer; e tu ficarás feliz porque é assim que deve ser.

13. Entre ser amada explicitamente e ser possuída vai uma enorme ausência repleta de Sofrimento. Por isso te chamo, com inteira propriedade, a Minha “escrava sofredora”, o que quer dizer que Me deves amar como se Eu não te amasse.


14. Se Eu te amo, raramente to direi, ou nunca. Preencherás tu própria este silêncio, dizendo-Me vezes sem conta, sem mentir nem ocultar seja o que for, tudo o que sentes por Mim: desde o amor até à raiva, desde a gratidão ao ressentimento. Apresentar-te-ás perante Mim tão nua de alma e sentimentos como de corpo. Permitirei assim que mitigues o Sofrimento que o Meu silêncio te possa provocar.

15. Também te imponho, frequentemente, o silêncio. Quero que estas ocasiões sejam para ti a oportunidade de dizeres sem palavras o que muitas vezes não pode ser dito através delas.

16. Às vezes ousas lembrar-Me que tens sentimentos. Eu sei que os tens, mas quero que manifestes os que exprimem a tua Escravidão antes de manifestares os outros.

17. Quando o Eu te perguntar se gostarias de alguma coisa, a tua resposta tenderá a ser “sim, se Tu mo ordenares”.

18. A tua Escravidão não é um jogo, nem uma brincadeira, nem uma fantasia, nem um teatro: é a tua condição de vida, a tua realidade assumida.
 

19. Quero que sejas feliz na tua Escravidão: obedece-Me também nisto. Não representes o papel de escrava: sê escrava.

20. Junto do teu Senhor estás em terreno sagrado: em Minha casa e no Meu automóvel estarás sempre descalça, esteja Eu presente ou não. Também estarás descalça em tua casa sempre que Eu estiver presente.

21. Na rua e noutros lugares ficarás descalça sempre que Eu to ordene, porque os teus pés nus são a Coleira de escrava que determinei para ti. Se a obediência a esta ordem te causar por vezes embaraço, humilhação ou vergonha, e se estes sentimentos te fizerem sofrer, aceitarás este Sofrimento de bom grado porque te vem de Mim.





ENTÃO,  VOCÊ QUE SE JULGA E SE SENTE SUBMISSA, SERVA, ESCRAVA, ESTÁ DISPOSTA A  ACEITAR ESSAS CONDIÇÕES PARA SERVIR ÀQUELE A QUEM  DEDICAS TUA SERVIDÃO?!
EU ESTARIA...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SESSÃO A TRÊS





ENCAIXA!



A VIDA DA SUBMISSA = + RESPONSABILIDADE

y


A espera pode ser carrasca, mas a realização é um alento. Esses dias minha “veia’ submissa está exacerbada. Eufórica com a perspectiva de sessão, encontro, sofrer, prazer.

Desde o inicio de minha descoberta SM que fui orientada à discrição, e também porque faz parte da minha própria índole. Alguns aspectos em mim são naturalmente espalhafatosos. Adoro salto demasiadamente alto, por exemplo.
 
A  fêmea submissa, é uma pessoa que tem que ser altamente confiável ao seu Senhor e mestre – o Dono, mentor e direcionador dos seus momentos e vida bdsm. Ela vai cuidar não apenas do prazer “satisfazível” do seu dono, mas também preservar sua vida em todos os sentidos. Ela  jamais  poderá ser uma ameaça à sua tranquilidade profissional, familiar, social, de saúde ou até mesmo bdsmista.

Isso chama-se respeito. Isso chama-se preservação. Isso chama-se prazer em duas vias. O Dono precisa sentir que sua serva é confiável. Só assim pode haver uma entrega e recebimento de fato, consensuais, seguras, leais e de responsabilidades mútuas.

Quando o dono, como seu Senhor, ver em sua serva, na sua submissa uma ameaça para sua vida, ela ainda não está pronta para servi-lo na sua integralidade.

Tenho aprendido no decorrer dos anos e especificamente com os ensinamentos de quem me mentoreia, que jamais deveria olhar no rosto do Dono. Jamais cumprimentaria o dono em ambiente público (salvo que isso parta dele), pois o relacionamento de uma vida bdsm é exclusivamente pertencente ao Amo e submissa e não a uma coluna social de utilidade pública.  Pois há fatos que não podem e nem devem ser misturados. A sociedade nem sempre interpreta a vida bdsm de forma benquista - “bem vinda”.
 
Eu sempre procurei ser discreta, apesar de que o meu olhar examinador olha tudo e todos. Porque quando assim ajo, é buscando encontrar o mestre nas faces por vezes estranhas, desconhecidas. Só o “olhar” para ele já me satisfaz de alguma forma. Não na sua totalidade, claro. Pois isso é suprido com sua presença markante, com seu toque arrasador, com tuas  inovadas ousadias. Como sentir um cinto “velho” tocar sua bunda e aquecer desejos ali adormecidos esperando serem explorados por ele. Sentir o arder na face, aquecida pelo tapa de quem manda.

Mas a submissa além de ter que ser uma pessoa EXTREMAMENTE CONFIÁVEL e ZELOSA, ela precisa se cuidar. Não necessariamente ser uma “top model”, mas sair da linha do peso é um desafio à parte para todas.  Chegar a 55 kg não é nada fácil para quem sempre teve um corpo “mignon” – quer dizer cheio. Ou para quem tem um corpo anorexiável, para enchê-lo...

Está atenta quanto aos encontros markados, para se preparar com antecedência, como por exemplo, não comer coisas sólidas por, pelo menos 2 dias, e assim incorrer no constrangimento de rolar “merda”, literalmente. Está pronta, asseada, depilada (se for o caso do dono gostar de buceta lisinha), cu disponível, brinquedos sexuais à mão (se tiver), fantasias ousadas, às vezes representadas por um plug gigantesco, quase “invadível”. E muito treinamento, pois as entradas do prazer se enlarguecem com treinamentos, sem treinamentos ficam atrofiadas, fechadas, de difícil penetração.
 
A submissa fica “extenuada” sem o “alimento” que o dono lhe concede – alimentos esses representados pelos encontros, pelos fluídos, pela própria presença dele. Como é deliciosamente delicioso (sentiu a redundância?) ter a presença do Dono, mesmo que isso seja apenas para ouvir ordens, sem tocá-lo, sem olhá-lo.

É... vida de uma submissa é uma vida muito submissa! Uma vida de renúncia e anulação. Mas concomitantemente, de um prazer tão infinito que não dá de pensar em deixar de ser submissa.


 
Eu quero ser uma submissa. Eu quero ser sua submissa. Usa-me para teu prazer dominador, Mestre. Eis-me aqui! Obrigada!

OBRIGADA, MESTRE!








pelo prazer concedido

pelos momentos vividos

por teu gozo sentido

Obrigada, Mestre!


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

UMA PROPOSTA DE VIDA


eu



- E então, vassala, está pronta para mudar de vida e passar todo o controle de sua vida para meus domínios?

Essa pergunta vindo dele soava como um grade desafio para seu limitado mundo sm. Semi-inexperiente. Mas com um vasto conhecimento, ela sabia tudo, lia tudo, assistia tudo, conversa tudo... Mas o receio desse mundo ainda a desvendar, era uma barreira, uma desafio.

Abrir mão de velhos paradigmas, viciados costumes, seu próprio EU, não seria fácil.

Valeria à pena abrir mão de 100% de sua vida para viver a vida dele nela?

Ele a respeitaria como sendo sua escrava e submissa? Ela seria apenas mais uma aventura na sua lista de conquistas?

Mas isso não a preocupava, o que provocava essa inquietude era o fato de perder SUA tão primorosa liberdade. Desde seus 13 anos de idade, já se sentia independente. Foi quando começou a ganhar seu primeiro salário, naquele pequeno escritório, como uma secretaria mirim. Quantas recordações boas...

Mas, agora, nessa fase adulta, madura, mas sem muitas experiências de vida, descobre-se potencialmente uma fêmea desejosa de viver uma vida diferenciada, subjugada aos desejos de uma pessoa especial, de um homem eleito para receber toda sua devoção. Seria ele essa pessoa?

Ele pedia provas, ele pedia renúncias. Mas será que ele, como dominador, também estaria disposto a abrir mão de algum "vicio" seu? Teria responsabilidade como DOM?

Uma mulher que entrega sua vida para o domínio de um homem é uma questão de confiabilidade. Ele PRECISA TER RESPONSABILIDADE para cuidar dessa vida. Em todos os sentidos. Especificamente quando se quer uma fêmea escrava, não apenas submissa.

Muitos dominadores acham que ser um é apenas mandarem e serem obedecidos. Amei um artigo escrito pelo Dom Tormentos, reproduzido aqui, nesse blog, sobre o Falso Dominador. Há muitos falsos dominadores, realmente, como também não podemos negar que há muitas falsas submissas. Mas esse tema quero tratar em outro momento.

Mas ela estaria disposta a deixar de ouvir suas músicas, vestir suas roupas, trocar sua life style, chegar cansada do trabalho e mesmo assim, independente de estar cansada ou de TPM, estar totalmente disponível para servi-lo...

Ser uma escrava não é ser necessariamente uma amante. Pode haver momentos, sessões em que nem poderá ser usada sexualmente. Poderá ser usada por ele apenas para satisfazer seu ego, sua superioridade. E mostrar quem detém o poder. E se ele não estiver afim de sexo, não terá. Ela continua sendo sua escrava. Mesmo que ela QUEIRA. Mas quem manda é ele. 

Ficar calada quando quer falar. Segurar a onda. Ser auto disciplinada. Controlada. Ser pró ativa em certos momentos, descobrir os desejos do Dono e satisfazê-los. Mas se ele diz: Não quero. Não pode. Você NÃO pode. Você aceita.

Ele senta no sofá e você aos seus pés, no chão.
Ele deita na cama e você ao lado, no tapete, pertinho, esperando qualquer convocação, como uma boa cadelinha.

Felicidade é servi-lo, cumprir os desejos Dele e não os seus.
Ser uma escrava não é apenas um desejo. É uma mudança total de vida. Pensar sempre em primeiro lugar no prazer do DONO e SR. 

E quase uma anulação de si. Ela estaria disposta a viver assim?
Como que acordando, Ela volta a atenção e olhar para aquele homem. É... era um homem especial. Merecia ter a servidão dela. Ela sorri interiormente e pensa consigo: vou arriscar.

- E então, vassala, está pronta para mudar e passar todo o controle de sua vida para meus domínios?
Sem sua permissão, ela levanta o olhar, languidamente, e ajoelha-se ante seus pés, beijando-os e estendendo suas mãos e braços sobre o chão em sinal de servidão e aquiescência.