domingo, 31 de agosto de 2014

MULHER NO CONTROLE


 

DEPENDE DO MESTRE!








Aquele momento chegou
Numa noite quente, abafada
Mas cheia de desejos floridos
Ela preparou o corpo, cheio de imperfeições
Mas perfeito de desejos ocultos pelo silêncio
Pelo não falar
Apenas pelo olhar (cabisbaixo)
Apenas pelo sentir,
 com uma submissão de fazer babar até os deuses
Quieta e ansiosa
Sob o domínio daquele que é sinônimo de tesão
Que mexe com todos os seus sentidos
Que molda vontades antigas,
 refinando-as em prazeres “SEUS”
O corpo aceso em chamas latejantes, suplicantes
À espera do toque inicial ou final,
De  açoites de tesões
De um desejo construído com marka de “quero mais”
Um desejo reprimido, mas pronto a explodir,
ecoar de forma multicor
Na mulher, fêmea totalmente submissa de seu deleite
- Era apenas seu dever de serva
Na  sua imperfeição só podia entregar-lhe o seu melhor
 – a si mesma.
Em seu  corpo o desejo markado pelas lembranças
Dos melhores momentos juntos – “TODOS”
Regados pela saudade, alimentados pela esperança
Cheio de interrogações, de perguntas sem respostas:
- onde estás?
- o que fazes?
- por que não vens?
- por que não vou?
Era tão perto! (Ou não?)
Mas é tão longe!!!
Ou é tão longe, tão longe?!
Um silêncio inquietante 
responde aos ecos desse desejo maltratado
Que precisa de tão pouco para ser satisfeito.
Na verdade precisa de tão muito - TU
Ah, quando entregávamos a nós mesmos, 
sem medo do prazer
Quando gozávamos sem medida
Nossos corpos suados... 
de forma tão cúmplices
que nossos desejos se confundiam...
Tu sentias, eu sentia...
Cada momento era efêmero
Cada momento era eterno.
Sempre com o desejo de quero mais...
E, Mestre, eu quero mais, sim!
Por favor, dê sinal!
Por que eu não sei como se mede o tamanho dessa maldita saudade de ti!  (??)
Tu não sentes nenhum desejo em lembrar de tua serva?
Não ficou nenhuma marka em teus andares por aqui,
 por aí, por lá?...
Nada, Mestre?!
vou recordando todos esses anos
markados com tanta precisão
e agora com essa eterna e "castigante" saudade

Contigo, aos teus pés, eu cresci como fêmea,
eu me descobri essa mulher que “pode”
eu aprendi  a  fazer gozar e a gozar
contigo eu  tremi” – exclusivamente Contigo
Se ainda tenho espaço em teus desejos
Eis-me, aqui!
Se não, basta uma palavra tua 
para que nunca mais eu me vista 
de esperanças de estar contigo...

 

 

sábado, 30 de agosto de 2014

FACES DA ESPERA...- AS CONDIÇÕES DE TUA ESCRAVIDÃO





VANDERDECKEN

Pediste-Me que estabelecesse expressamente e por escrito as condições da tua Escravidão. 
Eis o que decidi:

"Em princípio a tua Escravidão já é perfeita e não há nada a alterar n’Ela. Mesmo ao direito de deixar de ser escrava, que era o único que tinhas, quiseste renunciar. Cabe-te agora Amar, Servir, Obedecer e Sofrer enquanto tu e Eu formos vivos."

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

TUDO COMEÇA COM TUA CHEGADA





 



 
Tudo começa quando tu chegas
Eu a te esperar  coberta de tantos desejos
Que falto explodir em mim mesma!
E quando a porta fecha atrás de TI
Eu sinto que inicia o melhor dos manjares
A melhor das refeições de prazeres
O teu toque quente, markante
Vai percorrendo  meus espaços
Delimitados pelos teus passos
Fecho meus olhos e te sinto
Me conduzindo pelos teus prazeres
Que completam os meus
Me transformando numa fêmea faminta de ti
Que adora quando tu brincas com esse corpo
No teu vai-vem, com toques calientes
Aquecendo meu interior
Fazendo me entregar sem reservas,
Sem pudores,  sem vergonhas, sem medos.
Porque ali, naquele momento, 
desaparecem o homem e a mulher
E renasce apenas o senhor e a serva
Com o compromisso de troca de  prazer
Com toda responsabilidade.
Tu me ensinastes o prazer da dor
Mas o melhor prazer  mesmo
é aquele que vem contigo,
que vem de ti,
pois não importa a dor – que é apenas um acessório
o que importa é o prazer...
aquele que nos faz sair de nós mesmos
tal qual aquele dia... com “espasmos”


 

 


terça-feira, 26 de agosto de 2014

MARKA DE UM MOMENTO

 

 









expressão de prazer
expressão de tesão
expressão de uma marka
expressão de um momento

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

AMIGA









Roberto Carlos


Amiga, perdoa se eu me meto em sua vida
Mas sinto que você vive esquecida
De se lembrar que tudo terminou
Amiga, o pano se fechou no fim do ato
Você não aceitou da vida o fato
Que disso tudo nada mais restou

Aquele por quem você se desespera e chama
Por quem você procura em sua cama
Na realidade a muito te esqueceu

Esqueça, refaça a sua vida urgentemente
Que o tempo passa e um dia de repente
A gente chora o tempo que perdeu

Amigo, eu te agradeço por sofrer comigo
Mas tento me livrar e não consigo
De tudo que esse cara foi pra mim

Às vezes, eu penso tanto nele que me esqueço
Que qualquer dia desses enlouqueço
Por insistir num sonho que passou

Se acaso eu jogo a minha juventude à toa
Nas águas desse pranto, me perdoa
E peço o teu conselho sem te ouvir

Mas ele é tudo que mais quero e que preciso
É o ar que eu necessito e não consigo
Me sufocando se ele não está

(...)