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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A TE...

A te receber
a te reverenciar
a  te agradar...



APENAS A JUNÇÃO

.

É 
o ano se foi,
mas ficou a junção dos desejos 
que se tornaram em 'um'...
Uma marka eterna em um coração que sente...




Mas...
ainda continua acreditando no destino que aproxima pessoas diferentes e as tornam semelhantes, nem que seja apenas em seus desejos, em suas fantasias,
 mas acima de tudo em suas realidades 
markadas pelo tempo.

THE END!
  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

DO TAMANHO DO TEU PRAZER









SABOR DE SERVIR



Servir é uma arte 
que se constrói fazendo
É um sentimento de doação que se revela servindo
Dá um sabor de bem-querer
um desejo de quero mais


CONTINUA...

O tempo não para! Mas também não acelera.
Tudo o que se pode fazer é 
deixar o que ficou para trás, 
lá atrás mesmo.
O dia é daqui por diante, sempre. Novas perspectivas, nova vida. novos rumos. Atitude. Nada de lamentações. 
Nada de lamúrias. Nada de  muxoxos.
 Nada de  blá-blá-blá 
pelo que foi ou deixou de ser. 
Agora é fênix. Agora é oásis. Agora é garra. 
Com marka invisível ou visível.
Mesmo que tudo isso se revele no corpo de uma fêmea, serva


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FRAGMENTOS



BDSM
Mestre
serva
início
sandália
ordens
desejos
praça
encontro
 mala
viagens
'máximo'
história
voz
palavra
azeitona
promessa
ordens
carro
momentos
praça 
prédio
restaurante
ousadias
poesias
paixão
submissão
loucuras
enema
insinuações
sessões
tremedeiras
mãos
tapa
fisting
gozo
beijo
Marka
(...)



domingo, 28 de dezembro de 2014

REFLEXÕES DE UMA SERVA...






E, foi como se tudo novamente começasse outra vez. Sim, é como um frasco fechado com iscas, onde as lembranças fazem voltas e mais voltas e terminam aportando no mesmo cais, embaladas por um barco em movimentos circulares.  
Fiz uma viagem, "restrospectando" todos esses anos de paixão pelo BDSM, de paixão pelo mestre. Uma verdadeira DE - dedicação exclusiva. Tudo se deve à forma  como fui construída,  moldada com ligas de fidelidade, respeito, dedicação e amor. Ensinada a servir, tornando-me nessa alma servil, cônscia de sua função de serva. 
Desde o momento primeiro: o primeiro contato virtual, o primeiro contato auditivo, o primeiro contato tete-a-tete - diga-se inesquecivelmente markante por todos os conjuntos que compuseram aquele dia. Das primeiras ordens; o horário rigorosamente cumprido, o andar, o seguir os passos a cada passada... até o destino final ou poderia dizer inicial - onde começou de fato, a via dos prazeres, onde de mãos postas e corpo entregue pode sentir o que são as nuances do bdsm, por um dominador zeloso, consciente, responsável... 
A sensação de mercadoria exposta era algo incomodante mas que despertava algo meio animal, meio primitivamente "putal", mas deliciosamente excitante, de tal forma que o coração não mais batia, e sim disparava aceleradamente como que participando de uma corrida de fórmula 1! 
Sentir o toque sutil em cada parte e no final a carícia quente da mão, no rosto que por si só já se deliciava com o toque dos dedos abertos. As mãos postas a receber o prazer oferecido,  líquido, quente, "gemível"... foi uma surpresa deliciosa, que nem se compara com a invasão do corpo. Sentir-se preenchida, como que  sendo percorrida e desbravada por um furação chamado prazer, mundo adentro, caminho nunca antes percorrido, desconhecido, mas com a imensa sensação de era o rumo certo. Inesquecivelmente markado por coloridos prazeres, onde dor se misturava com um torpor anestesiante e dilacerante... Desejado...
Era a ousadia da fêmea-serva, que escrava do prazer de um mestre queria ser! E como esperou por esse momento iniciante. Tempos... Momentos... Foram muitas adequações. Superações e esperas. Mas tinha tão valido à pena que  a marka ficou incrustada nas lembranças, nos desejos, nas aspirações, nos sonhos, nas fantasias, nas realidades sonhantes ou reais...
A voz que comanda com firmeza, calma ou eufórica, mas discreta e simples, fazendo tremer todos os órgãos - num misto de temor-tremor-tesão. Um poder desgraçadamente  sutil, envolvente. Quase inexplicável para uma moça tão adulta. Mas confessadamente de uma pureza que quase beira à ingenuidade. Crédula. Seria envolvida com contos de fadas bdsm, onde a fantasia se torna real e o real se torna uma linda fantasia, onde tudo é possível.  Bastam apenas um mestre e uma serva. 
E foi acreditando no inacreditável real-irreal deste mundo fascinante que  fui me enrolando, me envolvendo, me despindo de pudores, de  medos, de vergonhas.  A tal ponto que a entrega da vida, era de uma confiança tal, que sentia-me segura. Ir. Vir. Sem distâncias. Sem limites. Até o Tempo era ilimítrofe. Uma construção de desejos palpáveis. Fantasias das mais loucas; em prédio público, em restaurante, pela rua sem calcinha, brinquedos ousados saltitantes, buceta pulsante, gozante, molhada pelo prazer que pela perna escorria; gemidos reais, externalizados por tremedeiras eletrizantes...
A alegria da proximidade era tamanha que andar por cá, por lá, sempre na expectativa de num momento esbarrar com o desejo em forma de macho, de mestre. Mas o perto, a cada longe ficava. Invisível, silente e sem toque... Era pra está tão perto... mas... Onde que é o  perto que nunca acho perto?
As viagens de prazer da mente ficaram sem viagens... Os começais ficaram finais... (ainda hoje perturbam, diariamente). A maleta com prazeres, com cordas cruas, firmes e uma semente de azeitona... lembranças  markadas na mente, no real mundo da minha ficção bdsm. 
Cheiro essas cordas, esses pregadores, essas luvas, essas coisas todas... Nada faz sentido sem que esteja em tuas mãos... Tuas mãos dão vida a todos esses objetos. Dão prazer, provocam prazer. Aquele prazer dolorido, amaciado pelo desejo que sempre nutri por Ti. Apesar de tudo, eu sei onde é meu lugar. Pois nunca misturei as coisas. Mas desgraçadamente sempre ansiei em servi. Em dizer "Tenho um dono"; usar uma coleira (acho lindo demais).  Imaginando: eu di_... Mas nem sei o que é isso. Só nos livros, blogs e filmes. E até em novelas! São tantos tantos de aspirações que nem sei onde vão dá... Onde fui markada com poucos momentos que se eternizaram em meus desejos de ser serva.
Os degraus que subi não foram suficientes para chegar a lugar algum, pelo visto. Eu era um "nada"... hoje o que sou? Nem eu sei. Corri tanto. Me preparei tanto. E hoje, parece que o caminho é inverso, um retrocesso, um andar pra trás, como que desfazendo o que foi percorrido.  Caída num esquecimento? Sei lá. Talvez sim, talvez não... Não tem como se saber. Só se pode esperar. Esperar acontecer já que não podemos fazer acontecer.
Mas a mente está viva, markada pelo desejo subserviente. Aquele desejo infindo que parece que vai clamando e reclamando essa marka o tempo todo. Nem que seja por um momento, uma migalha de tempo corrido. É tudo muito vivo e latente no coração desta serva que nem precisa de tanto assim. Que se acostumou a viver com pouco, mas que por favor, que seja um pouco intenso, markante. Senão vai continuar assim: uma serva só, de mãos postas, reverente, à espera do Mestre que tanto servilmente ama!

sábado, 27 de dezembro de 2014

SÓ COM MARKA

indo ou vindo
ficando ou não
tudo na vida não passa 
de uma vasta ilusão
Nós a nós mesmos nos iludimos
desenhando desejos que queremos
vivendo vidas que não temos
indo.. vindo... ficando...
tudo repleto de significados 
uma completude de  sentidos
que só se realizam quando 
há a marka da presença 
de quem desejamos...







quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A CASA




Petra Maré



Veio-me uma saudade com sabor a noite
e pela casa ondulou preguiçoso o cheiro do pinhal.
Sentei-me à secretária e resolvi escrever-te.
A casa está plantada num rochedo, no cimo de um monte.
Parte das árvores que a rodeiam estão com as raízes no rio.
Do outro lado, as montanhas ondulam até os seus picos ao longe,
tocarem o céu.
A casa tem a forma de um navio,
em dias de nevoeiro balouça-se sobre o abismo
e no seu interior cheira a maresia.
Nesses dias lembram-se viagens por mares longínquos
e tragédias com fins ambicionados.
No Verão, o jardim cheira a flor de limoeiro
e as "caneleiras" informam o visitante
das viagens que a casa empreendeu.
Os cucos vêm em Março
e ouvem-se todos os dias até ao mês de Junho.
Os pardais vêm comer nas macieiras
e as crianças crescem descalças no jardim.
Nela o único luxo é o espaço,
que espera pacientemente as coisas desconhecidas
que a hão-de encher.
O tempo passa por ela devagar visto que é nova.
E por ela perpassa um frio angustiante
dos dias desconhecidos que a esperam.
O timoneiro sou eu.
Uma mulher que deseja a tua chegada.
Se viesses podíamos ver as estrelas até de manhã
e falar da cor do luar nas folhas prateadas dos carvalhos.
Talvez nos deitássemos sobre a relva...

MUITO TUDO PARA TODOS


muito amor
muita paz
muito tudo
para todos

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

SABOR DE FESTA

Mais um pouco de tempo para se viver este mês..
comemorar a festa ansiosamente esperada e nunca realizada.
confetes... velas... bolos...  vinho...
o vinho do prazer; o vinho do tesão...
tudo com um característico sabor de festa BDSM.



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

CHÃO DE GIZ



Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um chão de giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar

Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde! Pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri

Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar

E isso explica porque o sexo
É assunto popular
No mais estou indo embora!