segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A PRIMEIRA VEZ DESEJADA





 "Entrei, entreguei ao prazer desconhecido, guiado pelas mãos de quem poderia guiar, orientar, meu professor, meu Mestre. Meu Mentor. Eu queria dizer: meu Dono. Essa era minha ânsia maior: Ter um Dono, servir um Dono, dirigir-me “ao Meu Sr, Meu Amo,” e não apenas a um “Sr.”


Ansiei por “coleiras” virtuais, reais. Queria sentir o prazer de expor no pescoço a Primeira Coleira. Tudo que é Primeiro nunca se esquece. A primeira vez..."

CONTO - AQUELE VÔO INESQUECÍVEL...






 



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Ela acordou sorrindo, cantarolando, tomou seu banho, enquanto a água do café fervia, pois gostava de café granulado quentíssimo, sem açúcar. Como ouviu uma vez de um grande Mestre. “Elimine todo açúcar e todo sal das refeições”. Ela estava tentando seguir à risca a recomendação. Os mestres sabem das coisas. Realmente o baixo consumo de sal e açúcar ajuda muito no metabolismo do organismo. Além de auxiliar na redução de gorduras e medidas.

Tomou seu café correndo e saiu para o trabalho, pensando na possibilidade de encontrá-lo EM BREVE. Encontrou em seus desejos essa possibilidade de um dia isso tornar-se realidade, mesmo que fosse por apenas alguns minutos de um dia, mesmo diante de tantas dificuldades, contratempos. E assim, chegou ao trabalho, quando encontrou aquela mensagem esperançosa, reveladora... 

Ela não teve dúvidas, iria seguir suas instruções e marcar logo uma poltrona no voo 8844  da empresa Arco Íris Azul, e assim ir ao seu encontro. Fosse onde fosse.  Nos cafundós do Judas. No mais recôncavo dos lugares. O único empecilho era a mala que com certeza iria extrapolar o peso permitido. Pois ali dentro da mesma além do peso real, tinha o peso de muitas fantasias, desejos reprimidos, esperados. Mas não tinha problema, dar-se-ia um jeitinho brasileiro. Era terminar de arrumar tudo, enviar um e-mail ou deveria telefonar? Como avisaria a ele que seu voo sairia 20:24 horas da sexta feira chegando praticamente ainda com tudo escuro, na madrugada.


 

Ficou aguardando, com tudo pronto, exalando  tesão por todos os lados.  Já tinha providenciado a alteração da regra mensal para que não houvesse nenhum inconveniente dessa “amiguinha” chegar sem avisar por conta de tantas ansiedades e esperas.

Mas uma coisa era certa: nem ela, nem ele poderiam esquecer o voo, nem o horário. Assim não haveria antecipação ou esquecimento de nenhuma das partes. Pois havia um acordo implícito e explicito entre seus prazeres.

E, com a mala arrumada, passagem na mão, se achando a sub mais pronta e especial, ela foi ao encontro do seu Mestre e Senhor; para sentir a marka do seu tesão, do seu prazer num encontro memorável, inesquecível; cheio de cordas, velcros, markas, impetuosidades. Ela já podia vislumbrar a inicio daquele momento esperado:  ela de joelhos, totalmente nua, com a respiração ofegante, à espera da presença dele, markada com passos firmes, voz firme (na visão dela “voz romântica”). Muitos suspiros: de desejo,  de medo, taquicardíacos,  com uma certeza indubitável de querer este encontro, este momento.

Aquelas horas pareceriam que corriam, e ao mesmo tempo pareciam eternas, queria prolongá-las por tantas vezes mais, mais, mais... pelo momento tão especial que vivenciava. Pelas imposições de limites alcançadas, quebradas, desejadas, mas queria que fossem mais rápidas, para que a próxima vez chegasse logo...

Ouvir aquela voz, meio sussurrante, fazia um calafrio percorrer toda espinha dorsal, todo seu corpo, sentir aquele olhar, mesmo que furtivamente penetrando seus desejos de forma tão arrombadora, sentir as markas daquelas mãos em seu corpo. Ela já não sabia  se era lucidez ou delírio. Mas o via em tudo, o sentia em tudo. Até o sabor de um pão (alimento de cadelinha) temperado pelo por aquele pé tão desejado. Ela desejou senti-lo sobre sua face. E num momento de mulher desejou sentir o peso de seu corpo sobre seu próprio corpo. Queria sentir  suas reações  se  estivesse  roçando sua língua em sua nuca.

A buceta respondia, encharcando-se, pulsando, pulando, clamando por seu cacete, sua mão, sua boca, seu prazer, queria ser invadida até explodir  em gozo correndo pela perna.

Sentiu a face arder, acordando-se do seu torpor por uma deliciosa bofetada. Deu uma saudade da primeira vez, onde o corpo todo pode arder pelo prazer impetuoso, sem medida, inexperiente, puro, virginal.

Não era uma sessão BDSM, era um renascer de vidas. Dele. Dela. Uma ligação inexplicavelmente de entrega e recebimento. Markada por uma confiabilidade necessária, presente, verdadeira, honesta, preservada, protegida, entendida, desejada.

Nunca mais ela iria esquecer aquele dia, aquelas horas. Quando tudo se iniciou apenas por um voo, uma hora, que poderia ser qualquer, mas que agora seria um dia, voo e hora especialmente lembrados. Com certeza ele também jamais esqueceria...

Ela se sentia reviver, ser alimentada pelo prazer, que nem percebeu que o tempo se foi e ele também estava a ir. Ainda com seus mistérios.  Mas real, vivo, presente, markante.

Sentiu a garganta aquecer pelo gozo que do seu cacete descia, olhos fechados para melhor saborear e corpo aberto para receber. Olhos vendados, boquiaberta, buceta latejando, cu piscando, ardendo pelas invasões prazerosas. Que momentos ímpares! Inesquecivelmente markantes!

Sentiu sua respiração ofegante no seu ouvido dizendo apenas:  - Permaneça com a venda nos olhos até eu sair, pois eu estou indo.

Quieta, ajoelhada no chão, totalmente nua, olhos vendados, uma lágrima que teimava em sair pelo olho fechado, ela ouviu a porta fechar. Indo também seu delicioso momento, longamente esperado. 
 





ESTAREI ASSIM ESPERANDO TE SERVIR









DESESPERADAMENTE...

Atende o clamor 
que vem 
deste coração submisso
 e desejante 
de tua markante presença...

domingo, 29 de novembro de 2015

EU VOU...



CHAMA
QUE EU VOU
LEVA-ME
QUE EU VOU


PROVOQUE-ME

Provoque-me.
Sacie minha sede.
Domina-me.
Joga-me em sua rede.

Desfaça os laços.
Solte os botões.
Envolva-me em seus braços.
Vibre meus tendões.

Beije meu cabelo.
Morda minha boca.
Deixe-me mordê-lo
E arrancar sua roupa.

Toque-me.
Sacie minha libido.
Beije-me.
Arranque meu vestido.

Desfaça os pudores.
Solte seus desejos.
Envolva-me em seus lábios tentadores.
Vibre com meus beijos.

Beije meu umbigo.
Morda meu pescoço.
Deite-se comigo.
E arranque o meu gosto.

Suga-me.
Sacie sua fome.
Preencha-me.
Grite o meu nome.

CHELLOT




ELE MANDA!






Para mim,
essa imagem é a que mais traduz o sentido do mundo SM.
De Quem manda e quem obedece.
Em mim, quem manda é ELE.
Sempre!
Ele é o dono da minha vontade
dos meus desejos ocultos
Ele faz meu coração disparar mediante uma ordem Sua
Ele controla meus compassos e passos
Quando penso que estou controlando minha vida
Ele vem ...
faz tudo do jeito DELE.
Dá uma sensação de "pertencer"
Pertencer é muito mais que servir.
Pertencer é fazer parte
Aqui, Ele reina.
Aqui, ele controla!
Se ele manda retirar um texto: eu retiro!

Meu mundo é DELE.
Meu ser é DELE
Minha entrega é para ELE.
eu Pertenço a ELE.
Eternamente.
Eu tenho um pacto de servidão com o prazer
Com o prazer em servir SOMENTE A ELE!
Meu Sr, eu sou sua
para sempre!

MY HOME BDSM


In life it is not uncommon to travel far and wide to find the place where we belong. My home is at my Masters feet where his loving hands guide and keep me. My happiness defined by his. ((TN)).


sábado, 28 de novembro de 2015

TODA ENTREGA




qual maior e melhor entrega 
senão aquela 
em que eu me oferto a ti, 
sem reservas, 
sem medo, 
sem frescuras
com toda paixão 
desejo?

FODA SILENCIOSA - PRAZER UNITÁRIO


SAGA BDSM

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Quando adentrei no mundo BDSM fiquei fascinada com os rituais enumerados nos sites e blogs de dominadores e submissas. Idealizei um dominador a quem eu dedicaria minha servidão, minha vida, meu sofrer, meu sorris, meu corpo, meu tempo, minhas lágrimas, minha libido...

Assim passei a navegar em busca da concreticidade desse estilo de vida que tanto estava me seduzindo. Deparei-me com  um dominador  que  foi me cunhando, mostrando e markando como  lição desse aprendizado constante e infinitamente apetitoso para quem com ele se identifica.

Dessaste que ainda me aventurei a conhecer esse mundo por meio de alguns que nada acrescentaram ao meu aprendizado. Aventureiros BDSM, direi eu. Ainda me sentia uma neófita aspirando beber do saber do verdadeiro Dominador.

Tive sentimentos iludidos, tempos perdidos, sonhos desfeitos. Sabia que seria uma caminhada íngreme. Mas nunca imaginei que seria tão acidentada. Claro que não posso deixar de evidenciar as planícies, os vales de prazeres. O conhecer "o  novo", regado com sensações indescritíveis, com momentos  absolutamente markados de intensos prazeres e prazeres que eternizaram na mente e no coração.



Como andarilha, perambulei por anos, meses milhares de dias nesse caminho. Retirando as urzes onde pisava, enfeitando de flores de desejos cada momento desejado, sonhado.

Finalmente deparei-me com o arquiteto do BDSM – O DOMINADOR.  Não foi um dominador comum. Desde o primeiro momento sabia que ele seria o MEU DOMINADOR. Nunca meu coração bateu tanto em qualquer circunstância da vida, como quando com ele estava. Minhas pernas nunca tremeram tanto, minha buceta nunca jorrou tanto. Desde o primeiro momento, o primeiro contato, o primeiro toque, a primeira sessão... O primeiro tudo com ele.

Foi sendo construído um pilar de uma relação que sempre aspirei, desde que descobri em mim a grande submissa que sei que sou. A grande serva que sei que sou, a grande escrava que sei que sou.

Fui abrindo mãos de tantos “EUs” para me tornar o molde, a marka de um dominador. A ideia de pertencer me embebia, me envolvia. E quando pensava em pertencer a alguém, tendo isso materializado me deixava ainda mais empolgada.

Conheci um mundo cheio de fetiches, fantasias,  de sex shopps, de linguagem diferente. Mas pude perceber  rigidez e disciplina nesse estilo.  O respeito. A obediência. O abnegar. A renúncia.

Renunciei muito esperando muito. E nesse tempo todo que passou, as aspirações permanecem latentes, ansiosas, suplicantes. Suplicantes por tua presença. Por teu toque, por tua marka.

Nunca gostei de entregar os pontos. Sempre fui guerreira, lutadora. Vencedora. Mas me sinto impotente diante de  atos e fatos que independem da minha ação.

Por isso, essa saga BDSM que aflorou em meu coração de desejos de mulher, de fêmea, de serva vai-se esbaforindo aos poucos, sufocando-me, me impulsionando para a nulidade  dos prazeres sonhados. Revelados em palavras, letras, ações, fotos, imagens...

Conversar com muitos, até mesmo sonhar, foi uma forma de me refugiar e não perder minha essência submissa.  Mas meu foco mesmo sempre foi e é te servir, desde o dia em que  “consagrei” minha vida a ti. No dia mais markante  desse andar BDSM.  Todo simbólico. Cheio de primeiros e primeiras. Mas tendo o arco iris como testemunha e simbologia do um momento uno, ímpar e sem igual. Inesquecível.

Não há fracasso para o prazer, para a entrega. E eu desejei me entregar e eu me entreguei... Nem que tenha sido submissa apenas em meus sonhos BDSM...  E agora esperando por ti, para que tudo isso se torna uma marka registrada, certificada...