sexta-feira, 14 de julho de 2017

FÊMEA E SERVA



Ela era assim. Simplesmente fêmea. No auge de seus 35 anos de idade, num corpo maravilhado, com uma boca que se perdia em seduções. Parecia uma deusa de ébano, na sua pele extremamente perfumada. De olhar amendoado, escondido entre cílios e piscadas. Em cima de seus altos e provocantes saltos,  exalava cheiro de tesão. De perdição. De desejo. Mexia com a imaginação de homens e mulheres. Produzia fantasias em suas mentes, em suas ações. A ponto de receber convites todo momento. De ser chamada de gostosa, vem pra minha rede, ai se eu te pego, e coisas do gênero que mostram que o tesão aflora...
No andar, o traquejo rebolado de pura provocação, onde as ancas balançavam oferecidamente... Na sua mistura de sagrada e profana.  Uma fêmea ilibada em seus meios de convivências sociais. Acadêmica dotada de conhecimentos variados e multidisciplinares. Com uma vida cercada de pessoas idôneas...
Essa era a mulher, essa era a fêmea. No entanto, por traz dessa mesma mulher existia uma outra, composta da mesma matéria. Só que feita de sensações, de desejos e muita vontade de servir. Que descobriu nessa sua caminhada o prazer que uma marka poderia produzir numa vida – na sua própria vida.
Não estava atrás de transas fúteis sem sentido; não lhe interessada aventuras descabidas... Queria uma dominância de sentimentos diferenciados, com adrenalinas exacerbadas. Foi ai que entrou numa estrada conduzida por convidativas mensagens de prazer, o prazer testemunhado por quem por ele vivenciava. Instigou-lhe ainda filmes vários, conversas, vozes, imagens...
Não restava mais dúvida. Era esse o caminho do seu prazer. Ainda incompleto pela falta do ‘parceiro’. Onde procurar? Onde encontrar? E como caminhos cruzados, como o fogo que atrai a brasa, 'achou'  um único nome entre tantos. Foi ali, que começou de fato, sua caminhada bdsm. Não sabia de início se encontrara ali seu protetor de prazer ou seu algoz.
E naquele encontro, como uma oferenda oferecida aos deuses, ela foi ao encontro do seu destino; aquela fêmea pode se sentir de fato uma verdadeira “putinha”. Sim, pois entre o prazer entre um Mestre e uma serva não precisa de pudores. O prazer é rasgado, despudorado. As algemas eram os líquidos dos gozos.
O não querer  era cada vez mais querer...
E isso não era o fim, não era o início, era a continuação  do nascimento informe  e ainda inconsciente de uma serva. Uma serva que nasceu para ser o prazer de seu Senhor e seu Mestre.  E hoje ela tem uma marka em sua vida de mulher, em sua caminhada de serva. A Marka de um Dom!...



Essa história pode ser de qualquer submissa, pode ser a minha, pode ser a sua, pode ser daquela que deseja conhecer os prazeres que o mundo bdsm provoca e  acende... Não apenas em 50 tons de cinzas, mais em multicores tons de prazer... Deixe-se viver e gozar dos seus prazeres... Tente pelo menos!

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