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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

AMOR SEM CENSURA


Elymar Santos

Se a cabeça não pensar

o corpo é que age sem pudor
Numa relação a dois,

muito prazer, pra que lembrar o amor?
O pecado faz um bem,

se faz na cama, faz no chão também

que eu tô pedindo pra você
Tá na hora de inovar

pra ter de volta a sedução
Fecha os olhos pra censura

e filma a nossa relação
Faço o que te der prazer,

dedo na boca, olhos nos olhos pra dizer
Que eu tô pedindo pra você:
 
Me ama como eu amo,

vem senta no meu colo
Respiro o teu suspiro,

que é o ar que eu mais adoro
Me envolve no teu cio,

seu toque é um arrepio
Cavalga doce

que eu galopo sem cessar
Depois me beija a boca

com a sede dos prazeres
Transpiro o seu veneno,

que eu cumpro os meus deveres
Transforma as fantasias nas taras e manias
Que seja eterno enquanto o nosso amor durar
 
ama que eu amo,

beija que eu beijo
Sou seu desejo se você me desejar
Deixa que eu deixo,

pede que eu faço
só não dá certo se você me censurar




terça-feira, 22 de agosto de 2017

SONHANDO CONTIGO, SEMPRE!





Quando percebo
Estou sonhando Contigo,
Sonhando comigo 
Num sonho persistente
que quer se concretizar
Rolando nesta cama
Que parece não me caber
De tanto prazer
Prazer de Ti, prazer de mim
num coquetel de pura loucura
Aí, não resisto
Toco aqui, toco ali, toco acolá
E assim vou tocando...

aiai
Bate aquela saudade desgraçada
que insisto em Te dizer!

AQUELES PRENDEDORES...


você me pegou de jeito
me prendendo em prendedores
que não 'se desejam' libertar
tu sabes acender 
esse fogo que jorra em mim...
vai entender!

ESCANCARADA





há coisas que são perigosas
escandalosas..
mas e daí?
a vida é pra viver!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

AO MESTRE, COM CARINHO



 



É assim que quero TE receber...
com sabor de lingua!

UM DORMIR-ACORDADO!




Por fim chega a noite, calma com um céu que transmitia limpidez. Estrelas fulgurantes, lua incandescente. Janela aberta. Viagens à mil pela mente. Por destinos desconhecidos, por destinos conhecidos. Por desejos desejados.

O ponto final? O mesmo. Este nunca muda. É sempre o Mestre, meu Dom amado. Com o passar do tempo, das horas, o sono começa a dominar o corpo, que pela madrugada vai pedindo arrego, descanso... E no dormir-acordado o Mestre surge, como sempre! E como sempre o coração dispara, o corpo contrai. As vontades reviram e voltam. Acelerações por todos os cantos.

Ele chega e me cumprimenta com aquela sua forma peculiar. Sim, é Ele mesmo! Nem preciso abrir os olhos. Fico feliz em recebê-lo, em ser recebida. Mas teve uma novidade na saudação. Aquele esfregar de rostos, naquele toque de pele contra pele, onde, então,  pude sentir sua voz baixinha, sussurrante, impregnante, que mais pareciam teias a me enrendar!

Isso é tortura plena!

Nunca me sentir tão serva, tão escrava, tão subserviente. Desmanchando-me em sensações que palavras aqui não traduziriam. É tudo isso que Ele provoca em mim. E eu, oferecidamente me entrego, sem reservas, sem medos.

Vou escancarando portas, janelas, corpo... Sem receios sigo as markas traçadas, como que acorrentada e guiada estivesse.

E naquele momento que sinto Sua mão a tocar-me, a fazer aquele vai-vem impregnador, desesperador, vou me acabando entre suspiro e gemidos calados, preparando-me para sentir Seu corpo em meu corpo, com aquela mão quente, perigosa, ousada e que  caprichosamente vai torturando meus ávidos desejos em senti-la, escancaro-me ao prazer do prazer... e os sussurros são abafados com sua boca em minha boca, me fazendo esquecer o mundo ao redor, a dor, e até de mim mesma. E me entregar ao prazer que Tua Marka produz!

E, por fim, quando tudo vai para o grand finale o celular toca, distante, e  ficando cada vez mais perto, me trazendo para a realidade acordada. Quando eu queria mesmo era continuar dormindo, com essa Tua perigosa presença e  a me inquietar!

MEIO ASSIM...



 esperançosa
displicente
desejosa

sábado, 19 de agosto de 2017

O PONTO CERTO





o ponto certo
será sempre o ponto 
que provoca todo prazer...

ARTE



Tavi {CS}

Com audácia, a menina rastejava
O trono vazio a acolhia
E a pequena, de joelhos, declamava
Ao submundo, um poema que dizia:

Conhecemos o frio das correntes
O calor das velas, o fogo das mentes
Afiadores de faca, artistas das cordas
Artesãos da coleira e da alma
Nós descemos mais baixo
Até o escuro dos Dungeons
E subimos mais alto
(suspensos pés que voam)

Assistimos à dança dos gemidos
E sabemos
Qual o de medo, qual o de ânsia
Qual o de dor, qual o de gozo
Valorizamos a Lágrima tanto quanto o Riso
Conhecemos todo o tom de roxo
Não tememos os grilhões, Aceitamos a algema
Sabemos couro pelo som, sabemos aço pelo gosto

Nossas cartas de amor são escritas nos corpos,
Peritos da carne transpassada
Mãos que batem e acariciam...
Lábios que gemem e que beijam!