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terça-feira, 21 de novembro de 2017

UM PODER PREPONDERANTE!





Quando de repente aquela convocação ansiosamente aguardada chega:
- Ylena!
A voz do Mestre. O comando do Mestre. O chamado do Mestre!
- Sr? Pode dizer meu Senhor!
E a serva fica à escuta, à espreita, aguardando as ordens que precisas soam daquela boca que transmite desejos e desafios.
O encontro é markado. Putz! Isso é espetacular e ao mesmo tempo desafiador, pois a serva  não se achava adequada para este momento na presença de seu adorado Mestre. Mas jamais cogitaria da possibilidade de dizer um NÃO. Sob hipótese alguma! Tinha  um compromisso com a saúde e não poderia  faltar. Dois interesses importantíssimos ao mesmo tempo. Um teria que aguardar o outro e assim foi feito, de forma compreensiva o Mestre norteou a decisão.
Aquele andar... Uau... Jamais esquecerei aquele andar. Um andar imponente. Audacioso. Dominador. Era Ele. O coração dispara.
A memória viaja. A memória se materializa, os sons se tornam audíveis.  Lembrando os meus gritos dizendo “não” enquanto eu mesma me empurrava para o SIM do prazer do Mestre. Aiai, suspiros...
Queria ter corrido em casa, tomado um demorado banho, lavado cabelos, feito escova (essas coisas de mulher – e não propriamente de escrava), mudado de roupa, colocado a perigosa mala no carro e assim está para o desfrute. Com toda luxúria possível... Mas não foi exatamente assim. Só pude lamentar... e festejar; e como festejei! Sempre é um grande privilégio e um extremo prazer poder gozar da presença do meu Senhor Dom Marka. É incrível como Ele tem esse poder preponderante sobre esta serva. Não há hora, nem lugar, nem clima – faça chuva ou faça sol.
Foi uma eternidade de momentos...  Foi possível fragmentar cada segundo em milhares de minutos e esses minutos se  transformaram em eternidades. Muitas eternidades.  Regadas com sensações extras com aromas de desejos, ao tempo em que se rebuscavam memórias eternizadas no tempo de nossas vidas. Como não lembrar o prazer delicioso provocado entre Senhor e serva e vice-versa? Cada momento foi espetacular, único, markante! Sempre deliciosamente relembrado, desejado e memorizado.
E ali, naquele local, de outrora, Mestre e serva se deliciaram, articularam, planejaram e novos desafios foram introduzidos. E como é sempre bom acarinhar com a língua o prazer do Mestre, sentir a explosão do Mestre aquecendo a boca...
No final do momento, uma venda invisível (olhos fechados) e a serva, ali, naquele cantinho, parada, sendo devolvida para... Para onde mesmo?  Sentiu aquele toque, aquela mão, aquele cheiro... que impregnava o ambiente e depois apenas um bater de porta. Pahhh!  Ao abrir os olhos, a busca pelo Mestre amado, que simplesmente evaporou-se, ficando a serva, ali apenas, num local aparentemente desconhecido. E agora? Para onde seguir? Direita, esquerda, frente, ré?... Decidido: seguir em frente, sempre. Como uma fêmea inteligente, claro, e buscar informações para poder melhor se situar onde estava.  Assim foi feito e chegado a um lugar ‘mais civilizado’ (risos), isto é, mais conhecido. Alívio! (ufa!).
Meu Senhor gosta de provocar nessa serva todos os efeitos de Sua dominação. E o pior (ou melhor, já nem sei), é que eu simplesmente adoro isso. 




terça-feira, 14 de novembro de 2017

TUAS COSTAS





É quando Tu te vais... 
Deixando tua marka pelo caminho que Tu passas, 
teu andar felino,  sensual, dominador
Onde o final é sempre assim: Tu te indo e eu ficando,
vendo apenas Tuas costas a sumir entre os espaços...
Deixando cunhada em mim essa maldita saudade
Levando meu nome, minha essência submissa
que só volta a ser brilhante quando contigo Te encontro.
Todo mundo possui dois nomes:
- o nome do documento
- e o nome do coração,
O meu nome de coração, é meu nome de servidão 
é o nome que Tu escolhestes para a mim chamar
E quando Tu me chamas, eu sei que realmente és Tu!
Somente Tu me chamas da tua forma peculiar,
única, particular
Mesmo ao virar as costas e ir para  Teu mundo,
eu sinto ainda tua voz a me chamar:
nas noites que em Ti penso,
nas madrugadas acordada, treinando, gozando,
gemendo, clamando por tua presença
Eu Te sinto me chamando, quando pelas ruas ando
a observar andares, passadas, rostos...
Te vendo nalguns, Te imaginando noutros
Deixando para trás todos os começais
Para que não haja um apego deles,
porque de alguma forma, nalguns momentos
eles encontram a cocada preta em mim.
Quando Te vejo pelas costas, se esvaindo, sumindo...
o olhar petrifica para Te memorizar,
a boca se comprime  para não gritar Teu nome e pedir que voltes...
E Tu te fostes e eu fiquei  com esse tesão que evolui em mim SEMPRE que conTigo   me encontro.
Desejo louco em Te encontrar, novamente, Mestre!

  

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

FIO TERRA? NÃO! PRAZER COM AS MÃOS!











O fio terra aquela prática de prazer em que o outro enfio o dedo no ânus do outro enquanto outras coisas vão acontecendo. O ânus é uma região erógena tanto para a mulher quanto para o homem. Então se a mulher pode sentir prazer nessa prática porque que o homem não poderia? Puro machismo!
O corpo é para ser desfrutado naquele momento particular. Então pode se proveitar todas as formas, claro. 
No homem, aquele toque que não é um exame 'prostatal',  na região do períneo, que fica localizado entre o ânus e o testículo  é  que causa essa grande  sensação de prazer, quando bem estimulada, por ser revestida de muita sensibilidade.
Outra coisa interessante de se observar são as unhas. Nada de unhas longas, tem que estarem aparadinhas, para não machucar. Isso serve para homens e para mulheres. Nenhum mulher vai querer uma mãos com unhas lhe ferindo a buceta, seu cuzinho.
Regue o momento com toques sutis, lingua, beijos, mordinhas, chupadas, deixe tudo bem estimulado, assim se prepara um ambiente bem propício para se desfrutar com muito prazer. Explore o máximo dos máximos nessa região erógena! O dedo no cu é bom!


PS - Sempre bom se fazer uma boa higienização antes.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

O IRREAL MUNDO DO REAL BDSM








Quando se tem contato com o mundo BDSM, só se tem duas reações: ou a gente se choca e se assusta ou a gente sonha, deseja, abre mão, renuncia, aceita, muda, transforma-se para se “adequar” dentro dos padrões  escolhidos.
A interferência direta ou indireta no seu modo de viver depende exclusivamente da postura assumida por você mesmo. Os acordos consensuais com seu Mentor são, também, apoentes imprescindíveis para a ratificação do estilo de vida escolhida.
Em muitas situações o Dono açambarca para si o controle não apenas dos desejos, mas da própria vida de seu subjugado. Como por exemplo, controlando seus horários, seu comer, seu vestir, seu trabalho, seus estudos, enfim, uma dominação pessoal e retitiva, em geral no sistema 24/7.
Mas como tudo na vida, onde há altos e baixos, certezas e incertezas, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, chorar e sorrir, no BDSM não é diferente.  Aqui, nessa redoma, nesse “dungeon”, nessa “senzala”, criados muitas vezes em nossas fantasias, em nossos desejos, sem sair do irreal de nós mesmos e transportar os portais e limites do real vamos nos perdermos e consumindo tempo.
Chega um momento em que temos que por os pés no chão e voltar para o real-real. Pois assim costumo dizer “não é tolo nem louco, quem larga o que não pode segurar e segurar aquilo que não pode perder”.
Sonhos sonhados, mas desconstruídos não são sonhos reais.
Palavras não materializam pessoas. “Tete-a-tete”. Nada mais prazeroso que ter o tato, sentir a pele, o cheiro, o respirar, a voz, a ordem, “skin-on-skin”. Isso sim, torna-se o BDSM real. Por isso sempre fui reticente quanto a BDSM virtual, cheio de ordens e simbolismos internéticos, sem de fato o subjugado  olhar nos olhos (quando permitido), ou olhar somente  “aos” pés, posição de quem serve.
Eu sei que sou uma Fêmea. Uma serva. Com todas as características que a essência feminina pode expressar. Ser serva é uma coisa coloquial, assim como quem escolhe ser uma doméstica, um jardineiro, uma secretária. Em todos os âmbitos há extremos – para mais ou para menos. Seja entre pobres, seja entre ricos... É da natureza psicótica humana.
Viver a vida real é sair do mundo irreal dos sonhos.
BDSM é real para quem pode e quer viver.  Querer e poder nem sempre andam de mãos dadas... Eu quero...  mas não posso... Eu posso... mas não quero... 
São situações adversas, antagônicas que podem refletir a vida e momento de muitos bdmistas...
Eu sempre quis... Mas nem sempre pude. A vida segue o curso, um leito, tal como rio... o tempo passa. O tempo passa! E todos, vamos juntos com ele, desgastando-nos, desfazendo-nos, desmanchando-nos...
A hora de viver é hoje. É agora. O prazer não pode esperar, deter o tempo. O irreal só pode ser real se houver uma junção dos contrates. Tu x  eu. Homem x mulher. Senhor x serva.

DA COR...



Homenagem

Isso é que é mulher... 
faço até um poema especial:
 

¨Tens a cor do tesão,

O tom do desejo

E entre as dobras do teu corpo,

Deposito meu beijo.

Tens a cor e o tom do prazer

Que revela o desejo de um homem

Por ti... doce mulher!¨



PDR

(http://pequenosdelitos2.blogspot.com.br/)





RESPOSTA da serva ylena de Dom Marka

Agradecida pelas belas e provocantes palavras