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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

OLHOS FECHADOS, SENTIDOS ABERTOS




Para sentir...
nem precisa estar com os olhos fitos, abertos
bastam os sentidos estarem
em estado de alerta
de desejo
de atenção ao prazer...

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

POR QUE NÃO OLHAR?





Um olhar desnuda ou veste.
Um olhar lança farpas ou pétalas
Um olhar tem um poder indescritível de comunicação. 

Às vezes até mais que palavras faladas.
“O olhar é muito mais do que função fisiológica, 
É uma linguagem forte”.
um olhar fala mais que mil palavras...

 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

QUALQUER LUGAR...







Finalmente o dia chegou. Seria a concretização da grande expectativa. Um encontro com o Mestre sempre será o mais magnífico dos momentos bdsm na vida desta serva. Então começou uma pequena euforia no corpo. Nos sentidos.   Uma felicidade intensa. Que alegria poder servir ao Mestre! Pensava...
- Você sabe aonde irá?
- Não, Sr.
Putz! Que merda! Resposta errada! Eu deveria ter dito:
– Sim, Sr, eu sei. Irei para o encontro de Teu prazer.
- Pois, bem, iremos para a Terra de Araúna, você sabia?
- Não, Sr.
Para esta serva, qualquer que seja o lugar, o momento, a hora isso é de somenos importância. Pois o essencial mesmo é servir. Servir ao Mestre. É para isso que cheguei aonde cheguei. É por isso que me tornei a serva que sou. Sempre buscando o equilíbrio. Sempre tentando aprender mais, melhorar  ainda mais. 
Claro que muita coisa eu já tenho consciência e conhecimento, falta mesmo é a prática, a diligência, o cuidado. O cuidado com o prazer do mestre deve ser a meta, a prioridade nessa  relação.
Meus fetiches? Meus desejos? Por incrível que pareça são satisfeitos na satisfação do mestre. Meus desafios são sempre superar os caminhos por onde já andei e retirar as urzes de veredas ainda desconhecidas.
Estou fascinada com velas; hoje me peguei olhando essas velas vermelhas com mil pensamentos pela cabeça. Mas ainda há outros desafios que precisam ser lapidados; aqueles onde esta serva tem se tornado mais relapsa.
Por isso vou cuidar cada vez mais de tudo. Cuidar de mim. Cuidar de aprender. Cuidar de lembrar do que me foi ensinado... Foram tantos ensinamentos bons que não poderia deixá-los negligenciados.
De verdade, eu agradeço de coração e com servidão, tudo o que o meu Mestre tem me repassado, pois oportunamente quero poder corresponder às suas expectativas. Com mais assertividade.

sábado, 9 de setembro de 2017

CONTORNOS




 


E esse sabor de intenso prazer

de contornos languidosos

úmidos, leitosos... 

com o tempero de tua marka!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

TANTAS FANTASIAS


 Desenvolva e realize a sua!

Aqui,
 a serva é tanque de receber prazer...
e de dar prazer... 
Enfim...
o importante é que 
todos saem ganhando,
 satisfeitos e felizes...

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

AO MESTRE, COM CARINHO



 



É assim que quero TE receber...
com sabor de lingua!

UM DORMIR-ACORDADO!




Por fim chega a noite, calma com um céu que transmitia limpidez. Estrelas fulgurantes, lua incandescente. Janela aberta. Viagens à mil pela mente. Por destinos desconhecidos, por destinos conhecidos. Por desejos desejados.

O ponto final? O mesmo. Este nunca muda. É sempre o Mestre, meu Dom amado. Com o passar do tempo, das horas, o sono começa a dominar o corpo, que pela madrugada vai pedindo arrego, descanso... E no dormir-acordado o Mestre surge, como sempre! E como sempre o coração dispara, o corpo contrai. As vontades reviram e voltam. Acelerações por todos os cantos.

Ele chega e me cumprimenta com aquela sua forma peculiar. Sim, é Ele mesmo! Nem preciso abrir os olhos. Fico feliz em recebê-lo, em ser recebida. Mas teve uma novidade na saudação. Aquele esfregar de rostos, naquele toque de pele contra pele, onde, então,  pude sentir sua voz baixinha, sussurrante, impregnante, que mais pareciam teias a me enrendar!

Isso é tortura plena!

Nunca me sentir tão serva, tão escrava, tão subserviente. Desmanchando-me em sensações que palavras aqui não traduziriam. É tudo isso que Ele provoca em mim. E eu, oferecidamente me entrego, sem reservas, sem medos.

Vou escancarando portas, janelas, corpo... Sem receios sigo as markas traçadas, como que acorrentada e guiada estivesse.

E naquele momento que sinto Sua mão a tocar-me, a fazer aquele vai-vem impregnador, desesperador, vou me acabando entre suspiro e gemidos calados, preparando-me para sentir Seu corpo em meu corpo, com aquela mão quente, perigosa, ousada e que  caprichosamente vai torturando meus ávidos desejos em senti-la, escancaro-me ao prazer do prazer... e os sussurros são abafados com sua boca em minha boca, me fazendo esquecer o mundo ao redor, a dor, e até de mim mesma. E me entregar ao prazer que Tua Marka produz!

E, por fim, quando tudo vai para o grand finale o celular toca, distante, e  ficando cada vez mais perto, me trazendo para a realidade acordada. Quando eu queria mesmo era continuar dormindo, com essa Tua perigosa presença e  a me inquietar!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

TU ME DOMINAS


Tu ocupas meus espaços

Se abrigando em minha mente

Dominando meus desejos...

Em cada lugar que ando

 busco resquícios de Ti, 

de Tua presença, 

de Tua Marka!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

MIMOSA BOCA ERRANTE







Carlos Drummond de Andrade 


Mimosa boa errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delicias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados,
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?

Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a liquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh, chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.

Já sei a eternidade: é puro orgasmo.